Review: “Run The Jewels 3” por Run The Jewels

Fala aí, seus Atlanta Falcons! Vinar in da house pra mais uma reviewzinha, e como cês já leram aí, vamos falar do melhor duo da atualidade indiscutivelmente, o Run The Jewels. Composto por Killer Mike e o produtor/MC El-P, o RTJ já soltou dois trampos e ambos foram muito bem aclamados e obviamente, isso gerou um hype fodido pro terceiro álbum dos caras. Enfim, o RTJ3 chegou e então vamo pro texto.  Continuar lendo

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Review: “Do What Thou Wilt.” por Ab-Soul

Coé, seus Saída de Bola de Qualidade Memes! Menino Hussein aqui pra fazer um feat especial na review do Do What Thou Wilt. Esse disco tinha deixado eu e o Vinar num hype do carai pra ouví-lo e, logo quando saiu, a gente viu que tinha um lance bem denso e complexo por trás dele, e aí decidimos escrever essa resenha em conjunto pra que nada passasse em branco. O rapper californiano veio abraçando o ocultismo e outras temáticas bastante polêmicas, e o resultado foi bem controverso por parte do público e da crítica. Vai descendo a bolinha do mouse ai e vê o que nois conseguiu observar no DWTW. Continuar lendo

Top 10 Álbuns de 2016 (Vinar)

Fala aí, seus “Ahh, mas tal álbum é de 2015”, suave? To de volta para iniciar as tradicionais listas de fim de ano. Esse ano foi horrível pra mim, com algumas poucas exceções e fazer esse top 10 foi bem dificil. Os anos anteriores me deixaram bem mal acostumados, sempre tinha alguns álbuns que eu viciava e não largava durante o ano todo mas 2016 foi diferente. Pra quem é novo aqui no site, essa é uma lista PESSOAL, uma lista MINHA dos projetos que EU mais gostei, então sem butthurt, belê?  Enfim, sem mais enrolação, vamo pra lista. Continuar lendo

Review Nacional: “A Trilha para o Desencanto da Ilusão Vol. 1: Amem” por Síntese

sintese

Fala aí, seus “Biel no dab”! Há quanto tempo, tava com saudade de escrever aqui neste famigerado site com nome de merda. E voltei pra falar de um álbum que eu tava esperando pra caralho, quem acompanha o site sabe que eu sou fã de Síntese e que tava ansioso pra esse projeto. Então sem mais delongas vamo aí pra review desse álbum que tem um nome grande pra porra.

De cara, as 4 primeiras tracks me pareceram bem distantes entre si, tanto sonoramente quanto nas ideias, por mais que eu ache a “Meu Caminho” uma forma muito boa de começar álbum, temos a “Ritual” que a mim soa muito rasa, não acrescenta muito ao álbum e traz um som totalmente avulso se comparado com as tracks perto dela. A “Mistério” que assim como a anterior é um tanto quanto rasa, e não me entendam mal, quando digo “rasa” quero dizer que ela não fala muito, não acrescenta tanto quanto as outras tracks. E ainda a “Lá Maior” que por mais que trouxesse letras mais focadas, concentradas e um refrão muito bom, caiu no que disse no começo da desconexão sonora, mas é um track bem legal.

A partir da “Babilônia Pt.2” o álbum parece se encontrar, e emplaca uma sequência de tracks muito foda. Da faixa citada acima até a “Gotas de Veneno”, passando pelo single “Desconstrução” temos críticas sociais inteligentes e bem construídas, mostrando a natureza da “Babilônia”, principalmente na oitava faixa, onde Neto usa uma analogia muito foda, usando “gotas de veneno” como as nossas próprias ações dentro da sociedade, e o acúmulo dessas vão afogando a nós mesmos e no final ele pede para que sejamos água ao invés de propagar o veneno; toda essa ideia além da produção bem gritty, bem dark e áspera, faz com que essa track seja uma das minhas favoritas do LP.

Seguindo, temos “Alvorada” e “Novo Dia”, duas tracks que contrastam com o clima das anteriores mas de uma forma bem natural. Elas dão um ar esperançoso, de que tudo apontado nas três tracks anteriores pode ser revertido com, basicamente, amor ao próximo. Destaque aqui pra belíssima produção de “Novo Dia”, ela me lembra muito a “Agora” que foi lançada no Boomshot, porém com um pouco mais de sutileza, um pouco mais smooth, o que faz dela uma track bem gostosa de se ouvir.

“Religare” é um track muito boa, versos densos e uma produção melancólica e escura, mas ela tá avulsa na sequência do álbum, o que é uma pena. E pra finalizar, Neto guardou as duas melhores tracks: “Vive Aqui” e “Gira Mundo”. A primeira me fez lembrar muito “Se Escute” nem tanto pelo o que é exposto na track, mas a emoção na delivery, a voz carregada (Coisa que senti muita falta nesse álbum) e o beat sensacional, minimalista que conta com um sax muito bem interpolado ao fim da track.  E a última, que é sem dúvidas, minha favorita do trabalho, a qual considero ser uma track bem reflexiva e introspectiva por mais que ela não transpareça tanto isso, e ainda tem uma homenagem ao Leo que achei muito pica, sem falar do beat sensacional, a flauta no final me fez lembrar muito a “Virou Canção” do Ogi.

De uma forma geral, a organização da tracklist me soa um pouco confusa, ver tracks como “Alvorada” e “Novo Dia” , que tem um clima mais leve, com ares de esperança e melodias bem vivídas,  serem sucedidas de “Religare”, que puxa uma vibe e uma conversa mais pesada, me é um tanto quanto estranho. Ainda mais quando antes dessa sequência, se tem “Gotas de Veneno” que tem o mesmo peso da Religare. Isso também marca presença no começo da audição, como citei bem no ínicio da review, mais pela identidade sonora das tracks serem bem distintas entre si.

A produção, por mais que não chegue nem perto de ser ruim, me desapontou um pouco. Quando vi que o Ganjaman produziria esse álbum junto com o Neto, eu hypei pra caralho e talvez tenha criado muita expectativa em cima disso. Acontece que a produção do “A Trilha para o Desencanto da Ilusão Vol. 1: Amém” não me encantou como aconteceu em outros projetos do Síntese; não teve beat lo-fi com aquelas melodias sutis do Netão da massa (Aliás, a track mais parecida com isso é a “Gira Mundo” e é belíssima), também não teve a organicidade e as melodias marcantes que ocorreram no “Boomshot Apresenta”, por exemplo. Entretanto, temos os destaques por parte da produção que ao meu ver são os intrumentais da “Gira Mundo”, “Vive Aqui”, “Gotas de Veneno” e “Novo Dia”.

É um álbum de transição, então cê vai perceber certas características de vários trabalhos do Síntese, desde o Sem Cortesia até coisas novas como as rimas bilíngues e a delivery com um quê de reggae, à la Black Alien, o que não me agradou muito mas não vai entrar na avaliação pois é um critério bem pessoal. Outras coisas se mantém uma constante em toda a discografia do Síntese e que aqui não foi diferente, a lírica afiada, a temática entregue de uma forma que cative atenção, seja pela delivery ou técnicas de escrita. Ah, e last but not least, o Denner, que fez a capa do álbum fez um post bem maneiro explicando a inspiração, o processo de criação e várias nuances da arte, então deixo o link AQUI.  Então é isso, seus bunda! Logo mais tamo aí com outra review. ❤

Amem.

Single Review Nacional: “Desconstrução” por Síntese

f9n4vzmhh5shiid6jbxeFala, seus diss do Nocivo! Não, nós não morremos. Depois de algumas semanas sem posts, tô de volta e com uma single review, e que single, amigos! Como cês sabem, sou muito fã do Síntese e como o álbum sai mês que vem, o hype tá nas alturas! “Desconstrução” saiu há alguns dias atrás e irei dizer o que senti sobre a track hoje. Sobre a frequência de posts aqui do site, pelo menos os meus voltarão ao normal a partir dessa semana, então, segunda tem outro post aqui. Bora pra review! Continuar lendo

Review: “The Healing Component” por Mick Jenkins

thehealingcomponentFala aê, seus “SulTaVivo > Sulícidio”! (HA!) Cacique Vinar dando o ar da graça no site pra mais uma review, e dessa vez vamo de Mick Jenkins, rapper de Chicago que criou um puta barulho pra si mesmo desde sua tape “The Water[s]” teve uma ótima recepção tanto por parte do público quanto pela crítica, desde então criou-se muito hype em cima do seu debute comercial, até que há alguns dias atrás foi lançado o seu primeiro LP “The Healing Component”, e é ele que nós vai revisar, tá olhando pra gente. Pega teu copo d’água aí e vamo se hidratar lendo a review. Continuar lendo