Review Nacional: Heresia por Djonga

IAEE SEUS MERDAS, SUAVE?! HOJE PIAMO DE BICHO E JÁ DIRETÃO SEM CUTCHARRA, REVIEW DO TRAMPO DO DE JONG AKA DJONGA, HERESIA, JÁ VOU ADIANTANDO QUE O DISCO ESTÁ MUITO BOM, SE VOCÊ AINDA NÃO OUVIU, O FAÇA ANTES DE LER ESTA ANÁLISE COM A MINHA SINGELA OPINIÃO FECAL. SEM MAIS DELONGAS VAMOS ÀS NOTAS:

BOM COMO SEMPRE GOSTO DE FAZER, COMEÇANDO PELA CAPA, A REFERÊNCIA AO CLUBE DE ESQUINA CLÁAASICÃO DA MPB/TROPICÁLIA COM OS CARAS QUE SÃO MESTRES NO QUE FAZEM E TAMBÉM SÃO DE MINAS GERAIS, ASSIM COMO DJONGA, PORÉM TAMBÉM TRAZ UMA DUALIDADE QUE É ABORDADA DIVERSAS VEZES DURANTE O ÁLBUM, NO TRAMPO DO MILTON NASCIMENTO COM LÔ BORGES EXALTAM A MÚSICA PRODUZIDA EM MINAS, EVIDENCIANDO AS EXPERIÊNCIAS “DO MUNDO NO MOMENTO” E AS MISTURANDO COM O QUE SÓ A TERRA NATAL QUE TÊM EM COMUM PODE PROVIDENCIAR E ASSIM COMO A DUPLA DE 70, DJONGA TRAZ EM HERESIA ESSA MISTURA DA CENA ATUAL COM O QUE AINDA NÃO VIMOS QUE PODE SAIR DA TERRA DO PÃO DE QUEIJO, DE CERTA FORMA ATÉ O NOME DO DISCO TRAZ ESSA DUALIDADE, UMA VEZ QUE A HERESIA É UMA INVERDADE DE UMA DOUTRINA ESTABELECIDA, DJONGA PODE SER UMA HERESIA EM RELAÇÃO AO GUSTAVO (PESSOA), NO SENTIDO DE SEREM OPOSTOS. EXISTE TAMBÉM TODA UMA FIGURA DE LINGUAGEM COM A IMAGEM (DA CAPA) EM SI, NA DIVISÃO DO BEM E DO MAL QUE CITADA ALGUMAS VEZES NAS TRACKS.

FALANDO EM TRACKS, COM RELAÇÃO À PRODUÇÃO, NÃO HÁ NADA QUE RECLAMAR POR AQUI, O DISCO ESTÁ NO PONTO, COESO COM 10 FAIXAS (QUANTIDADE IDEAL DE ÁLBUM, OU 50 MINUTOS) ALINHADAS E PRODUÇÕES DIVERSIFICADAS, NAS MINHAS PRIMEIRAS OUVIDAS TINHA A IMPRESSÃO DOS BEATS ESTAREM VAZIOS, SEM SAL, PORÉM ERA A MIXAGEM DO SEUTUBE™ QUE TAVA ZUADA, RAPPERS, LANCEM OS TRAMPOS DIRETO PRA STREAM POR GENTILEZA, OBRIGADO, APÓS O LANÇAMENTO PROS STREAM PAGA NOIZ TUDO OK, SEM MAIORES PROBLEMAS.

PARTINDO PRAS LETRAS E MÚSICA DE FATO, NO GERAL O TRAMPO É BOM, NÃO É NADA GENIAL (INFELIZMENTE), PORÉM, É UM ÁLBUM DE ESTREIA E NÃO HÁ PARÂMETRO DE COMPARAÇÃO, MAS ALGUNS FATORES CONTRIBUEM PARA O DISCO NÃO ATINGIR O POSSÍVEL POTENCIAL QUE ESPERAMOS DO DJONGA, UM DELES INCLUSIVE É O MOTIVO DESSA ANÁLISE ESTAR ESCRITA EM CAPS #DESCUBRA. DE TODA FORMA NÃO SÓ AS PRODUÇÕES E MIXAGEM ESTÃO NO PONTO, AS RIMAS, IDEIAS E CONCEITOS ESTÃO MUITO BEM ORGANIZADOS. É MUITO CLARA A VIVÊNCIA EXPOSTA NAS LETRAS, A LEVADA CASA MUITO BEM COM AS MELODIAS E A DELIVERY DO DJONGA, APESAR DE DESTOAR UM POUCO NÃO CHEGA A INCOMODAR E É CARACTERÍSTICA.

EM CONTRAPARTIDA, OUTROS FATORES DEVEM SER RESSALTADOS, COMO PODE SER OBSERVADO NÃO SÓ NESSE ÁLBUM MAS EM PRATICAMENTE TODOS OS VERSOS DO DJONGA (NAS PARTICIPAÇÕES TAMBÉM) A VIVENCIA DE RUA É MUITO IMPREGNADA À ESCRITA, E TAMBÉM REFERÊNCIAS À RACIONAIS MC’S SÃO BEM CLARAS EM DIVERSAS PARTES, NÃO QUE SEJAM OBRIGATÓRIAS SEREM FEITAS, MAS SÃO MUITO IMPORTANTES DA FORMA QUE SÃO FEITAS AQUI, SENDO BEM INTERPOLADAS AO CONTEXTO DA TRACK E DO DISCO, HORA UTILIZADAS PRA CONSCIENTIZAR, HORA PRA COMEMORAR.

NAS RUAS ONDE, O HOMEM VALE SUA CORRENTE
ADMIRO OS CRENTE
TIPO O PASTOR MENTINDO OLHANDO NO SEU OLHO
SE NÃO VÊ, USE LENTE

AINDA SOBRE OS VERSOS, A CANETA DO DJONGA FOI UM POUCO SOBRESTIMADA E A EXPECTATIVA BATEU A REALIDADE, NÃO ME LEVEM A MAL, O CONJUNTO DA OBRA É BOM, PORÉM O DISCO COMO UM TODO POSSUI UM USO EXCESSIVO DE ANTÍTESES E COMPARAÇÕES QUE LEVA A UM ABUSO DE “TIPO’S” E “COMO’S”, QUE AS VEZES INCOMODA E PASSA UMA IMPRESSÃO DE CRIATIVIDADE RASA, MAS HÁ TAMBÉM SACADAS GENIAIS QUE DIZEM O CONTRÁRIO, COMO DISSE ALI EM CIMA, POR NÃO EXISTIR UM PARÂMETRO COMPARATIVO, O DISCO “SOFREU” MUITO COM O HYPE GERADO NO FIM DO ANO (FOI ALAVANCADO TAMBÉM), DANDO MARGEM PARA RESSALTARMOS DESLIZES COMO ESSES.

FECHANDO A CONTA E PASSANDO A RÉGUA, POR TUDO QUE FOI APRESENTADO PELO DJONGA NOS ÚLTIMOS MESES, ESPERAVA MAIS DESSE PROJETO, MAS ELE PASSA LONGE DE DECEPCIONAR E DA CAPA A ÚLTIMA FAIXA EXPLORA UM CONCEITO, SENDO COESO E APRESENTANDO UMA INTRODUÇÃO, DESENVOLVIMENTO E UMA CONCLUSÃO. DESTAQUE PARA TODO O MIOLO DO DISCO QUE É SENSAÇÃO, SENSACIONAL.

nt: O DISCO COMEÇA CORRENDO PELAS NOTAS E TERMINA COM O MUNDO SENDO NOSSO /suacabeçaexplodeaqui

É ISSO AÍ RAPEIZE, EM BREVE TEM MAIS EU ACHO.

PEACE.

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7 comentários sobre “Review Nacional: Heresia por Djonga

  1. Poisé, também achei bem excessivo o uso de “tipo” e “como”, mas cara “quem é rá tim bum, quem errar tim bum” é uma coisa muito simples e genial bicho. Esperava algo bem mais agressivo do álbum, como vinham sendo os singles lançados, no estilo “GE” ou “Vida Lixo”

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      1. Se eu nao me engano ele nao tinha nenhuma musica escrita pra esse disco, escreveu tudo antes de gravar. Foi o q ele falou no RapBox

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