Review: “I Decided” por Big Sean

Oi pessoas, suave? Vitor tá aqui hoje trazendo pra vocês uma análise sobre o novo disco do Big Sean. Sendo rapper de Detroit, Sean Don é aquele tipo de artista no mundo do hip hop que divide mares, uns o odeiam, outros o amam. Porém, é inegável para os que o odeiam que o mesmo, hoje tem um nome de grande destaque na cena, é só vermos a boa recepção que o último disco “Dark Sky Paradise” proporcionou ao game e suas constantes aparições em músicas com o buzz enorme. A review de hoje é sobre o “I Decided” pessoal, vamos simbora.

“I Decided” é o quarto álbum de estúdio do Big Sean. O último, o “Dark Sky Paradise”, foi lançado em 2015, ou seja, passados dois anos o cara volta com outros ares e questões. A abertura desse novo álbum não é muito diferente do que o Sean faz no início dos seus trabalhos. Em “Light”,  nos é apresentado um Jeremih um pouco modesto e com um open do projeto bem morno. No entanto, logo depois temos “Bounce Back” (Metro Boomin no beat) e “No Favors” num tom mais enérgico e são os pontos altíssimos do trampo, vemos que o Sean alterna em flows de forma bem simples, o bounce que à seguir vira um cloud é sensacional. Eminem continua naquela mesma ladainha de atacar artista pop, uma delivery cansativa e várias referências que tendam a agressividade (cara, ninguém mais se espanta com isso, aprende!). Todavia pessoal, eu não achei o verso ruim, tá? Tem até coisas legais ali, pô.

Posteriormente, a produção consegue não deixar o Big Sean se perder, um trap obscuro é largado, temos bons banggers como o “Moves” e “Halfway Off the Balcony” que é uma das coisas mais sinceras que eu escutei desse disco. “Same Time Pt. 1” juntamente com “Sacrifices” foram tracks que não funcionam no momento sonoro do cd: A primeira vem na primeira parte mais de braggadocious do rapper, já a segunda vem num momento mais íntimo. Era para ele ter mudado às colocações dessa faixas, isso os tornou bem dispensáveis pelo contexto, mas nem por isso são músicas ruins.

A segunda metade desse disco é como eu já falei, algo mais pessoal. O que eu notei nesse trampo foi que o rapper de Detroit veio mais maduro, mais consciente e foi por isso que toda essa junção de “experiências”, tornou “I Decided” algo respectivamente muito bacana. A lírica não foge muito daquilo apresentado no disco anterior, entretanto, o conceito desse daqui soa mais atrativo e instigante. A produção é ótima, gostei do que Amaire Johnson nos apresenta e principalmente Metro Boomin só pelo “Bounce Back”. Nos trilhos, obscuro, maduro e pontual, Big Sean começa o ano de 2017 muito bem obrigado.

10

 

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