Review Nacional: “Oceano” por Nego E

Faala seus tô sem criatividade pra xingar vocês, acho que esse deve ser o meu primeiro review de 2k17, porém como o ano passado foi lançado de releases e ainda não falamos de todos, tem mais um que inclusivis foi pro meu Top 10 de 2016 e vacilavelmente não fizemos a análise na semana de lançamento, to falando do álbum do Nego E, Oceano. Então vamos às notas:

Bom, temos muito o que falar, começando pelo grande vídeo desse trampo Lua Negra. Além de ser uma das minhas músicas preferidas do álbum, ela traz toda uma carga, uma temática e uma representatividade, que creio eu, tenha sido o primeiro rapper BR que abordou, inclusive com o mesmo timing da gringa sobre o movimento #VIDASNEGRASIMPORTAM (lema que é repetido diversas vezes na track), onde Nego E aborda toda a carga do racismo, a falta de representatividade do negro principalmente na mídia e a violência policial.

O disco é extremamente denso, porém se divide em vários momentos, que não só tratam da questão racial, mas também falam de vivência, ego, drogas, arte, em certas faixas dá um certo sentido de introspecção (todo trampo autoral devia ser assim, mas infelizmente não é). Um dos fatores que me chamou atenção, foram as participações que agregaram o sem tirar a originalidade do trampo.

Como nem tudo são flores na vida, com esse disco não é diferente, uma coisa que achei pertinente citar que me desagradou, em algumas tracks, Nego E faz umas variações de voz (não sei é natural ou modulado) porém muitas vezes prejudica a audição dos versos e me fez recorrer ao Genius, não é algo que diminua a significância do trabalho, porém incomoda.

Em relação à produção, podemos perceber que Nego E tem bom ouvido pra beats, e não sei como é o processo de composição dele mas consegue casar muito bem sua delivery com os beats, o que agrada bastante, apesar das variações que falei ali em cima. Temos aqui produções do GROU, The Munir, LR Beats, Saile Beats, Pé Beats e Filiph NEO. Destaque especial aqui pra faixa que já havia como single bem antes do lançamento do disco, Melaço é uma groovera boa pra mandar pra cremosa™.

 No mais o conceito é muito bem explorado, tal como um “Oceano” onde há uma infinita diversidade, esse trampo explora uma gama de temas como disse mais ali pra cima e me surpreendeu em um ano (como eu disse no top 10) que tivemos muitos trampos sem diferencial, sem ousadia, na “formulazinha do sucesso”, o destaque final fica pras faixas que ainda não saem do repeat: DMPADQPC (beat pica! com colagem de BBB, reclama aí) com participação do menino Danilo aka Manicongo e refrão da Drik Barbosa essa é hit certo, Labirinto, com Helibrown, Sadiki e RT Mallone que tem um clipe muito bem bolado com várias cenas em plano sequência e Valsava, com participação do Jé Santiago e novamente da Drik Barbosa (que verso, mes ami, que verso).

O trampo é bom e falha pouco, é coeso na montagem e tem boas tracks, apesar de algumas não “pegarem” e outras que não precisavam estar ali ou poderiam ter sido marcadas como bônus, mas num contexto geral o disco me agradou.

Bom é isso aí rapeize, não fecha a aba que vem vários reviews bolados por aí.

 

 

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