Review: “A Fistful of Peril” por Czarface

sem-titulo-1Olá! Como estão indo? Tá, eu sei que to devendo umas reviews ai, sei que não tá saindo muita análise no blog, mas isso se deve ao fato de que : Primeiramente , já tá acabando o ano e nego já tá de saco cheio. Segundo, nós vivemos, bebemos e acreditem ou não, saímos para curtir, ou seja,  ninguém quer trabalhar nessa porra. Todavia, como eu já falei no grupo nosso lá no face, irei fazer a review do novo disco do Czarface, na qual já estou largando e também, da mixtape do mineiro Delatorvi, uma review nacional, que irá sair brevemente. Sendo assim, pra quem não conhece eles, procura ai a review que Vinar fez deles ano passado, to sem saco pra ficar apresentando rappers minuciosamente.. vasculha ai depois volta pra cá, já to começando aqui de bate pronto.

Pois bem, Czarface voltou no ano de 2016 com seu mais novo trampo chamado “A Fistful Of Peril”. Depois do bom disco de 2015 intitulado “Every Hero Needs A Villain”, eu caí de amores por esse trio. Afinal, Esoteric é um puta de um bom rapper, sem falar no Inpectah Deck que é membro da minha querida Wu-Tang clan e o producer 7L, ou seja, só menino bom.

Contudo, “A Fistful Of Peril” consegue ser um engano sem precedentes. Diferentemente do trampo anterior, esse álbum não consegue ligar seus poucos e curtos conceitos. Desde da primeira faixa, que se chama “Eletric elevel 1” até à última que também se chama Eletric elevel 1, temos pouca alternância de conteúdo, uma estrondosa preguiça temática e uma rasa abordagem técnica.

Não entendam mal, esse disco não é ruim pelo simples fato de termos bons rappers aqui. Eles apresentam o básico, parece que os caras fizeram isso aqui às pressas, tanto que todo o trabalho final ficou desgastado mesmo tendo só 13 faixas – 11 tirando às duas tracks instrumentais.

Indo para as batidas, a produção do 7L foi a única coisa que não decepcionou. Claro, 7L contou com à ajuda muitas vezes do também bom produtor Todd Spadafore, que também assina a maioria dos beats. Nas barras, temos referências datadas, o elemento da nona arte ( Hq) foi muiiiiito pouco usado. Quem gostou do grupo por causa desse claro amor à essa linda arte se entristeceu um pouco com a pouca abordagem nesse trabalho. Tá, vocês podem dizer que eles tentaram ao máximo não soarem repetitivos. Mas mano, porra, os caras não conseguiram unificar às faixas, todo o trabalho só funcionou um pouco por causa das boas colagens de samples e bons usos de interlúdios entre as pontes/refrões das músicas. A estrutura e elaboração foi muito senso comum, as participações dos Psycho Les, Conway e Blacastan, mesmo que boas, não adiantaram em nada.

O Fistful of Peril é bastante preguiçoso, dividido, desgovernado e raso tecnicamente. Sua salvação é a boa produção dos seus produtores com bons boombaps com usos curtos de guitarras e elementos futurísticos. É..não foi dessa vez, próxima!

 

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