Review: “Atrocity Exhibition” por Danny Brown

dbaeEaeee seus Los Angeles Lakers?! A NBA voltou e o pai tá feliz pacaralho! ESPN/NBA/SPORTV paganoiz, porém, todavia, entretanto isso não tem nada a ver com o assunto dessa review, como vocês viram aí no título do post, hoje vamos falar sobre a exposição da atrocidade, isso mesmo Atrocity Exhibition, da rapper da terra do Marshall, Danny Brown aka cosplay de Sabotage.

Pra começarmos, acho que vale a pena uma rápida introdução sobre o Danny Brown e também sobre a proposta do disco que apesar de até agora eu não ter me acostumado com esse flow esganiçado, bateu forte nos falante por aqui.

Esse é o quarto trampo dele, que tem a proposta de apresentar o cotidiano da quebrada dele e ao mesmo tempo um registro contemporâneo do comportamento estagnado da sociedade como um todo, como ele disse em uma entrevista, quando questionado sobre o título do álbum:

Quando as pessoas veem algo acontecer, tipo violência policial ou de qualquer outro tipo, ao invés de tentar fazer algo para apaziguar ou corrigir a situação, apenas puxam o telefone e começam a gravar. Vivemos em um tempo da exibição da atrocidade

O disco conta com 15 faixas e uma delas em particular me chamou a atenção pra esse trampo, porém falamos dela mais tarde, Danny traz também seis participações, algumas não conhecia e outras já figurões carimbados da cena e também colaboraram pra minha audição ao disco.

Bom falando diretamente de música, que é o que somos pagos pra fazer, já começamos com uma crise existencial e um espiral de merdas da vida em Downward Spiral, uma faixa bem introspectiva que dá o tom para o que virá a frente, onde Danny aborda abuso de drogas, alucinações e outros vícios.

Uma coisa que me chamou muita atenção depois de algumas sessões no shuffle, foi a produção do projeto como um todo, como disse ali pra cima esse projeto de certo modo introspectivo, tem muita coisa pessoal e tal, mas também retrata muito bem a sociedade contemporânea a ele (disco) e pra embalar essa lírica bem particular, um time de produtores colaboraram por aqui de uma maneira muito única, com uns beats que por vezes se assemelham ao grime (mais pelo flow de Brown) sem o sotaque britânico, traz alguns riffs de guitarra bem audíveis e destacados que não ouvia a muito tempo, por vezes são obscuras e sombrias, destaque aqui para o Black Milk (não conhece? PROCUREM CONHECIMENTO, NÃO POSSO ENSINAR TUDO!) com uma produção animal para a track Really Doe, e que faixa mes amis, da produção a rima, de Black Milk a Earl Swetshirt, passando por Soulo e KDot, aliás essa faixa merece um parágrafo só pra ela, porque é muito foda.

Essa foi a track que me chamou atenção e o motivo principal de você estar lendo essa review, não durma sobre essa faixa, aqui Danny Brown rima sobre o abuso de drogas e a vida como um rapstar e fazendo um contraponto de como era anteriormente nas ruas ‘dealing’, temos também nada mais nada menos que Kendrick fazendo o refrão e um verso multissilábico bem fodas como de costume, Ab-Soul mandando aquele, relacionando o jogo do rap como responsável por seu estado atual de braggadocious e constantly high, temos também Earl Sweatshirt que mantém o nível da track, tão competitiva como aquela final dos 100m das Olimpíadas de 2012, com Bolt, Gay, Powell e Blake. Tudo isso sobre uma eerie as fuck mysterious beat by Black Milk, com uns loops e sinos que puta que pariu, que track. Verdadeiro fino da zica.

Seguindo mais adiante, temos os dois primeiros singles do projeto, When It Rain que lembra bastante um grime como tinha citado antes e Pneumonia que é a faixa mais ‘festiva’ de todo o trampo (trazendo sample dos ad-libs do Schoolboy Q, vale dar uma conferida), temos também uma participação do líder do Cypress Hill, B-Real, retratando junto com Danny o que ele sabe melhor… WEED!

No geral é um álbum bom, poderia ser melhor, se Danny Brown variasse mais o flow como feito em uma ou duas faixas, que deixa de lado a voz aguda e rima com um tom mais “sério”, porém e uma audição indispensável pela diferenciação da massa dos lançamentos que vemos por aí. Tem uma forma de relatar os fatos interessante e produções muito diferentes do que está no mind set atual, vale o play quando tiver com a cabeça enfiada nas planilhas pra não pirar de vez.

É isso aí rapeize, não feche a aba que já já vem várias review bolada.

Há braços e… mixtape, mano.

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2 comentários sobre “Review: “Atrocity Exhibition” por Danny Brown

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