Review: “Songs Made While High” por Like

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Waaaduuuuup, seus Freddy Krueger, suave? Shaq de volta por aqui, para manda aquela análise marota de um álbum que me pegou de surpresa que não dei muita moral no começo, mas que tem vários hinos daquela hora que falta 40 minutos pra 5 da tarde, e teve uns boombaps que particularmente me chamaram atenção, mas sem spoilers.

Botando ordem na casa, vamos começar pelo começo, o disco como vocês podem ver na arte aí em cima é o Songs Made While High do Like. Mas aí você me pergunta: “Mas Shaq, quem diabos é Like??”, eu te respondo,  jovem gafanhoto, Like foi o idealizador do coletivo Pac Div (Pacific Division) depois virou trio, que chamou atenção nos idos de 2009, com a faixa Mayor, e uns boombaps bem com a cara de LA, numa época que a cena de lá não tinha Kendrick e YG e respirava por aparelhos com The Game.

Bom, devidamente apresentados vamos às analises:

O conceito do disco é direto e como o nome já diz são “músicas pra ouvir chapado” mas o Like não se limita a simplesmente o fato de estar chapado, também explora relacionamentos (a mina deve tá chapada também rs.) de certo modo aponta também o consumismo e a dependência que temos de grana e o corre que é preciso fazer para obtê-la, numa base drum n’bass original. Olhando de uma perspectiva ampla o álbum não é só pra você ouvir chapado(a), ele explora o cotidiano e de certo modo o dia-a-dia, e pode muito bem fazer parte da trilha sonora do caminho pro trampo, por exemplo.

Um ponto em que fica devendo é na lírica, técnica e originalidade de flow, aqui o rapper faz o feijão com arroz, sem inventar muito, que não é ruim, porém também não é nada inovador, não chega ser chato ou monótono, porem poderia ter afiado mais a caneta. Um dos motivos que o trampo não é paradão, inclusive é o motivo principal, é a produção, Like é um produtor de mãos cheias e tem uma qualidade que eu admiro muito e que anda em falta no mercado atual, VERSATILIDADE! Como eu disse um pouco ali pra cima, o disco trata muito do cotidiano, e como na vida os beats aqui são variados, versáteis, porém fazem sentido se colocados juntos e são coesas, temos uns boombaps mais acelerados, outros mais puxados pro 808, drum n bass e slowjams, que aliadas em sua maioria com vocais do Anderson.Paak (a participação efetiva é só em uma track, calma aí que vamo fala dela ainda) soam muito bem.

Ficam de destaque no trampo as faixas Leanin’, que traz um beat mais dedicado ao 808 e a delivery que mais curti no álbum todo, Kiwi, Strawberry & Mango que tem um hook chiclete bagarai, mas me agradou, por último e não menos importante Mission Road, uma track motivacional curtinha que tem uma refrão do .Paak, que o Like faz um flow mais diferenciado do que as demais faixas.

Bom, tendo dito isso tudo, podemos que concluir que apesar do nome, a trampo do Like não requer necessariamente que você tenha apertado um, e em tempos de traps e mais traps, é um trampo de boombapzin leve, gostoso de ouvir e rapidinho também, creio que isso é uma tendência, ninguém tem mais 1h30min pra dedicar a ouvir um disco.

É isso aí rapeize, não feche a aba que tem mais review bolada pintando por aí…

Há braços.

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