Review: “The Healing Component” por Mick Jenkins

thehealingcomponentFala aê, seus “SulTaVivo > Sulícidio”! (HA!) Cacique Vinar dando o ar da graça no site pra mais uma review, e dessa vez vamo de Mick Jenkins, rapper de Chicago que criou um puta barulho pra si mesmo desde sua tape “The Water[s]” teve uma ótima recepção tanto por parte do público quanto pela crítica, desde então criou-se muito hype em cima do seu debute comercial, até que há alguns dias atrás foi lançado o seu primeiro LP “The Healing Component”, e é ele que nós vai revisar, tá olhando pra gente. Pega teu copo d’água aí e vamo se hidratar lendo a review.

Quem acompanha o Mick desde a “The Water[s]”, sabe que ele usa uma analogia sobre água, onde ela é a verdade e por meio dela vem a sabedoria e tal, tu deve saber também que ele vem mencionando ‘the healing component’ (O componente de cura) que além de ser uma wordplay com THC (Cês sabem o que é, só tem Zé Droguinha aqui), soava como se esse tal componente fosse a água. Porém, nesse projeto, Jenkins resolveu explanar o que era o tal do THC e fica bem explícito desde o começo do álbum: THC é o amor, e esse é amplamente discutido durante o play todo, em tracks assim como em interlúdios que são puramente conversas entre o rapper e uma mina onde eles discutem sobre o componente e esclarecem certas coisas. Eu, particularmente, preferia que ele não deixasse isso tão escancarado e que deixasse o ouvinte sacar por ele mesmo, mas não faz mal.

Outro bagulho que o rapper da água não abandonou foi seu liricismo. Sua criatividade em criar punches se manteve, além de dominar técnicas de escrita. Outro ponto positivo são as composições de refrões, e a escolha das vozes, como theMIND e Xavier Oman que caíram muito bem nas tracks que tão participando.

Dial tone on my hotline, it don’t bling much
Sing songs like Tubman
Young Steven Morris, I ain’t seen much
Just a couple motherfuckers tryna rape the culture
Tell the vultures I don’t need lunch (“Drowning”)

Já a cerca da produção, o álbum se constrói de uma forma bem interessante. No início, muito dos intrumentais tem a mesma pegada de tracks antigas do rapper, bem smooth, chill out; até que a partir de “Drowning” tem-se um intervalo nisso, mas sem perder a coesão: A própria “Drowning” tem um som mais orgânico, minimalista, um puta toque do BBNG no som; “As Seen In Bethsaida” traz um som mais áspero, com o refrão elétrico do TheMIND; e na “Communicate”, produzida pelo Kaytranada, que traz seu som característico, algo mais groovy e uplifting.

Falando agora de algumas tracks, as que mais me chamaram atenção: “Strange Love”, essa é interessante pra caralho, pelo approach e o que ele aborda na faixa, a questão da hipocrisia ao dizer que ama algo enquanto o prejudica; “Drowning”, pelo instrumental do BBNG que trouxe algo mais low-key pro álbum, e também a construção da track enquanto tema, a ideia de ser necessário se afogar na água, na verdade; “Fall Through” é outra que eu curti pra caralho, mais pelo som do que qualquer outra coisa que ele fale, apesar dela ter bons punches.

At this hater conjunction I’m an apostrophe, above them all
That’s why I keep my circle small (“Fall Through”)

“The Healing Component” foi um bom debute pro Mick, se manteve fiel ao estilo que o fez o que ele é agora, com um projeto bem construído, coeso e com um baita replay value. É isso por hoje, seus merda! Peace!

 

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