Review Nacional: “O Jantar Está Servido” por Espião e Sala70

jantarFala aê, seus fã de Mac Miller! Cacique revisando nacional na segunda porque sim, dessa vez vamo falar de dois caras com muita moral na cena under, Espião e o produtor Sala70 que se uniram pra lançar o álbum “O Jantar Está Servido” que tá disponivel no bandcamp.  Vamo pra review que tamo sem paciência pra intro. 

Vamo começar falando da parte do Sala no álbum, os beats, em sua grande maioria, são muito bons. No entanto, em alguns momentos senti que faltou um certo contraste dentro dos instrumentais: O álbum tá sim sonoramente coeso ATÉ DEMAIS, faltou tracks com uma pegada mais pra cima como a intro que eu pirei assim que ouvi e esse foi um dos pontos que tornou o álbum um tanto quanto maçante. Mas ressalto de novo, a qualidade e originalidade dos beats, como exemplo a pegada de “Odalisca”, do interlúdio sensacional “Sem Limão e Sem Vodca” (SEM SPOILER, escute e DESCUBRA), além da intro que leva o nome do álbum.

Já o Espião, por mais que ele escrevesse muito bem, decepcionou no quesito delivery que foi algo repetitivo por todo o projeto além dos flows que acabaram destoando da produção em algumas tracks. A intro e as duas seguintes foram algo bem empolgantes mas o resto não correspondeu minhas expectativas: “O Primeiro e o Último”, “Odalisca” são tracks onde o MC se encontra de fato no instrumental, soa a vontade e confiante no mic que também arriscou versos em inglês nas tracks “Money” e “Maniac Depression”, e não fez feio.

Você vem com a gente, acabou o tormento
Acabou o sofrimento não tem mais lamento
São dezesseis barra igual à dezesseis bala
Espião e o Sala esse é nosso abre ala
Já ‘tamo em casa fora de perigo
Então sente à mesa! que o jantar está servido (“O Jantar Está Servido”)

Os feats são algo que não poderia deixar de falar: Ogi tem um approach muito foda na faixa “Do Jeito Que For”, ele versa sobre estar num bloqueio criativo até que um “rival” começa a provocá-lo e a partir daí seu verso cresce e ele cospe AQUELES esquemas.

Sai pra lá zóio de Tunthera, se eu me focar já era
Solta esse beat que eu faço um hit e mostro que sou fera
“Cê tá falando mas amigo eu não sei…”
Cala essa boca que eu ainda não terminei
Meu flow madeira de lei fei, você grita “may day”
Eu sigo tão pesado quanto Cassius Clay (Ogi em “Do Jeito Que For”)

Outro feat destaque foi o de Kamau, que mandou um verso CHAPANTE em inglês.

Can you hear me scream? can you feel the pain?
Call me HR cuz I got a bad brain
My grey matter getting darker, and darker
David banner to Hulk or Venom to Peter Parker
Dirty Rotten Good kid, mixing Kendricks,
Making Pen Tricks, Cobain talking To Hendrix (Kamau em “Maniac Depression”)

Mas nem só de feat bom vive o projeto, lá pela faixa seis intitulada “E Se Você Morresse Agora?” nós temos o feat do Big Filho com um flow de dar dó, pra não pegar mais pesado.

No geral, o jantar foi servido sim, tava bom mas faltou um pouco mais de tempero. Alguns detalhes fizeram totalmente a diferença, detalhes esses que com um pouco mais de paciência e afinco se resolveria, as vezes mudar uma linha pra encaixar melhor no beat ou pickar outro instrumental dê mais trabalho, mas vale a pena no final. É isso, guys. Até a próxima segunda e PEACE!

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