R&B Review: “P3” por PARTYNEXTDOOR

P3RevFala aí, seus responde diss com texto no facebook, suave? O pai ta de volta pra trazer mais uma review quentinha diretamente do lugar mais sujo da cidade de São Paulo. Diretamente da sarjeta, do esgoto, da escória dessa cidade cinza que fede a mijo, pomba e mendigo. Vocês já me conhecem mas caso tenham esquecido aqui quem fala é o Catuaba Papi aka Preiboy do boné aka Propagador de Atrocidades aka Filho de Pazuzu. Tô aqui pra revisar o disco PND, artista canadense que ta embaixo da saia do rapper mais ursinho carinhoso mas aquele 1% gangsta, mafioso e matador de polícia: Drake. Fecha a aba do PornHub da qual esta na tag Ebony e vem ler a review!

O PND vem trabalhando por trás das câmeras há um bom tempo, escrevendo e produzindo músicas para seu “mentor” Drake… Inclusive esse ano foi lançada a “Work” que é uma musica criada pelo PARTY, mas entregue a Rihanna, que rendeu número 1 em várias paradas, inclusive Billboard. Deve ser foda criar música e ver outras pessoas recebendo total crédito, mas ele parece ser um cara que prefere se manter longe dos holofotes, com poucas entrevistas, poucos clipes e suas aparições em público são bem raras. Estando na mesma label que Drake é impossível ficar em primeiro plano, mas para apreciadores da sonoridade única do PND, esse lançamento era mais que necessário.

A diferença desse álbum para os anteriores percebi logo no time de produtores. Enquanto o anterior tinha sido produzido quase que inteiramente pelo PND, esse veio com os caras de sempre da OVO (40, Boi-1da, Nineteen85 e outros). Sabendo disso, achei dessa vez que viria algo diferente ou mais ousado, porém não foi o que aconteceu. Ele continua fazendo o mesmo tipo música, não existe muita variação e o cantor continua em sua zona de conforto. Quando ele faz algo mais diferente, é nas “dancehalls” no maior estilo Work. “Not Nice”, é uma das melhores músicas do disco, onde ele brinca com a melodia em uma batida jamaican style. “Only U” também possui a mesma proposta, parece que o PND quer agradar mais as rádios utilizando a fórmula que o Drake também usou e deu certo, com músicas mais dançantes e uplifting. Mas não podemos esquecer que o forte do cantor, que é o R&B  obscuro, com abordagens sexuais e egocentricas está presente no album. Na faixa “Don’t Run” temos um claro exemplo disso, onde o cantor volta pra sua zona. Uma das faixas mais fodas do trampo é “Don’t Know How“, contando com a produção dos mais novos membros do time de produtores da OVO: Neenyo & Bizness Boi e vocais do também da OVO Majid Al Maskati. Isso mostra bem a força da label quando trata-se de R&B e quão grande é a influência desses caras na cena atual. É só dar uma pequisada rápida, todos os moleques que apareceram no genero, carregam consigo uma influência gigantesca da cena canadense.

O single principal “Come and See Me” foi o carro chefe do disco, conta com participação do Drake e o videoclipe é estrelado pela “Qual Elemento Da Cultura Negra Eu Vou Estragar Hoje” mais conhecida como “Kyile Jenner”. Não tinha forma melhor para chamar atenção do que reunindo dois dos maiores waveriders do jogo hoje né. O Drake tá na zona de conforto dele agora, rimando sobre suas frustrações amorosas (S/O Rihanna). O álbum continua nessa vibe, não existe muita variação de tema e nem inovação na produção. Nada do que nós, fãs do PND, já não tenhamos escutado. Ele continua não alcançando o sucesso de outros nomes do R&B como The Weeknd ou Jeremih e nem toda o alcance e conceito artístico que o Frank Ocean tem. Para mim, ele está de médio pra bom, quando comparado a estes artistas, mas suas musicas são agradaveis, sua lírica facil de entender e a sonoridade (principalmente tratando-se de mixagem) é única.

O disco é bom, o Partynextdoor é muito bom, isso não tem como negar, mas porra…São 16 faixas cara, se você quer fazer um album longo, tem que ter variedade, precisa ser algo especial de modo que não deixe o ouvinte mais entediado que o Vinar em um show do J.Cole. Ele trouxe uns dancehalls bem legais mas não foi o bastante. 16 faixas da mesma coisa é tipo ouvir um disco do Pollo chopped & screwed, eu não via a hora de acabar. Mas tem umas 3 ou 4 faixas ali que estão na playlist de sexo do pai, isso é um fato. Beleza, falou!!

Nota35

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Um comentário sobre “R&B Review: “P3” por PARTYNEXTDOOR

  1. no quisito produção deu pra perceber uma grande diferença dos ultimos trampos deles, veio com algumas produções bem melancólicas que de costume mas de fato ficou abaixo do esperado.

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