Review Nacional: “7 AM” por Sain

capa-696x696Fala aí, seus relacionamento aberto! Menino Hussein resenhando mais um trabalho da terrinha. O escolhido da vez é o EPzinho que o Sain soltou esses dias. O projeto vem enxutinho, com 3 faixas (pai gosta pra revisar), e é mais um da Pirâmide Perdida esse ano, os cara tão realmente trabalhando mais que o fígado do Zeca Pagodinho. Esqueminha faixa a faixa, sem mais enrolação, vamo de review porra!

A 1ª track é um remix do hit “Goles Perdidos”, dos cria de SG do ModestiaParte. A nova versão realmente ficou bem pica: os recortes da track original casaram bem, e a entrega e lírica do Sain deram um ar mais maduro à musica. Não sei se propositalmente, mas por causa do flow “preguiçoso” (não no sentido pejorativo) e do tom das letras, eu senti um clima bem Ma$e nessa faixa e na próxima. O remix veio bastante a calhar, pois deu uma polida nuns errinhos da “Goles Perdidos” original, e ganhou uma cara diferente: apesar do potencial pra club banger, a faixa foi moldada pela perspectiva que o Sain impôs na letra, e ganhou um clima mais chill.

A 2ª faixa tem o nome de “Quanto Vale?”, e é disparada a melhor do projeto. Melhores versos, beat inédito e parece que o Sain tá em casa rimando, muito confortável com o assunto abordado. Ao ouvir ce percebe que há uma ordem cronológica no EP: enquanto na track anterior parece que ce tá no meio da noite, nessa aqui ce se sente naquele momento que a festa tá acabando. Aí dá pra ver outra habilidade demonstrada pelo pai da neta do D2: o muleque tá com a famosa skill da imagery (num sei se tem uma palavra em português que traduza bem a expressão), e pra quem não tá ligado no que o termo significa, vou explicar. Sabe quando tu se sente dentro da rima, consegue se enxergar direitinho na situação descrita ali? Então, é essa parada. Não é todo rapper que tem esse macete, e isso não depende só da proficiência com a caneta. A atmosfera criada pela boa organização das faixas contribui bastante pra essa sensação. Ponto pro Sain.

A saideira é a “8 AM”, e nela o Stephan alterna linhas com o parça de label Akira Presidente. Talvez, por essa composição conjunta, a lírica dessa track ficou um pouco aquém se comparada às anteriores. Ainda assim, há pontos fortes: o beat e a levada aceleram, dinamizando o EP (as outras duas músicas tinham uma pegada bem mais lenta) e, além disso, a linha do tempo criada persistiu. O clima de fim de noite/início de manhã e aquelas refletida que ce dá nessas hora fez jus ao título da faixa. Bela forma de encerrar o EP.

No geral, a proposta do Sain nesse projeto é interessante pra carai. A estrutura das faixas e a conexão entre elas, além da ousadia de por um remix no EP, tornaram a audição bem inovadora, nada previsível. O rapper carioca não decepciona no aspecto técnico, embora ainda haja espaço pra melhora. A escolha de não usar beats do JXNVS ou do EL Lif e optar por beatmakers inesperados também contou ponto: após a Vol. 7, recheada de beats de ambos, seria mais do mesmo, e realmente deu pra ver a versatilidade do Sain. E é isso mes amis, fiquem ligados aqui no blog porque vem vindo mais review que te dá tanta adrenalina quanto pegar mulher de bandido! Até!

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