Classic Review: “The Chronic” por Dr. Dre

theclassichronicFala aí, seus vila olimpíca! Voltei as reviews, e agora pra ficar (ESPERO). Então, quase duas semanas depois do meu ultimo post, trago essa classic que eu tô devendo há bastante tempo e pedir perdão pelo vacilo da falta de post, várias provas na universidade e um writer’s block fodido me “impediu” de escrever e por isso mesmo volto de classic porque é um bagulho que me inspira a escrever bem. E vamo falar de Dr. Dre, né pai? Um dos meus maiores ídolos no rap e vamo aí. 

“The Chronic” foi um dos primeiros álbuns que eu peguei pra ouvir quando comecei a me interessar por rap e porra, foi espantoso… Eu sabia vários refrões, melodias sem nunca ter escutado o álbum na vida. Provavelmente, escutei em algum filme, seriado, sei lá e ficou na cabeça… Isso só mostra o peso de um álbum desse que é mais do que revolucionário pro rap e pra sonoridade da costa oeste.

Vamo começar pelo começo, na época Dre e Eazy estavam tretados -Não vou explicar porque, vai tomar muito tempo. Assistam o filme- e dessa treta tivemos duas clássicas disses: “Real Muthaphukkin G’s” do Eazy-E (Que é hilária digassi de passagi, que diss!) e a “Fuck wit Dre Day (And Everybody’s Celebratin’)” do Dre, essa que é a segunda track do projeto. Infelizmente os dois nunca fizeram as pazes, porque enfim, cês sabem da história. R.I.P. Eazy.

Quem escutar os intrumentais dos álbuns da NWA e depois os do The Chronic, vai sentir uma clara diferença entre sonoridade, uma vez que o álbum solo do Doutor já traz aquele G-Funkzão da massa mas não só isso, dá pra notar um Dre bem mais maduro cuidando da sua produção, trazendo tracks mais completas, nota-se instrumentais mais cheios, com mais camadas. “The Chronic” é considerado o pioneiro desse som G-Funk, que traz aspectos do funk tradicional, synths, e backing vocals soul.

Não só na produção, mas sentimos um amadurecimento também nos temas: Apesar de ainda cobrir muito do gangbangin, da violência das ruas de CA, em “Lil Ghetto Boy” o approach muda e abre espaço pra uma track mais consciente, nessa especificamente questionando as perspectivas que os garotos do gueto realmente tem, e tudo que o cerca numa vizinhança violenta e o que faz entrar pra uma gang, ou pro crime. Lógico, há espaço pra descontração e diria que maior parte do álbum é pra isso, “Nuthin But a G Thang” e “Let Me Ride” são bons exemplos disso e resumem bem a vibe do álbum: um som suave que tem um groove louco.

Outro fator super importante, não só nesse álbum mas nos dois posteriores (“2001” e “Compton”) são os feats. No The Chronic, Snoop praticamente divide o álbum inteiro com Dre e chutaria que ele escreveu maioria parte dos versos do Doutor, assim como o D.O.C. que se cê não sabia, foi o ghost da “Nuthin’ But A G Thang”, e ainda RBX e Kurupt são alguns dos nomes listados na tracklist. A lírica do álbum não é o ponto forte, vamos ser sinceros, além da sonoridade passar e muito por cima disso, naquela época na Costa Oeste era o que se tinha, apesar de não tão técnicos os MC’s sabiam brincar com o flow e as letras falando sobre as ruas e as festas tavam muito em alta.

“The Chronic” é isso, revolucionário na sua essência, pôs o g-funk no Mainstream e fez o som da costa oeste ser mais apreciado. Não é só o que Dre tinha a oferecer, pois uns anos depois ele viria com “2001” que teria o mesmo efeito na cena mas isso é pra uma outra review. Valeu, rapazeada! PEAAACE!

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