Review: “Still Brazy” por YG

stillbrazyReview

I’m the only one who made it out the West without Dre!

É com essa linha seca da faixa “Twist My Fingaz” que irei começar a review do “Still Brazy” do my nigga YG. Se não gostou forma fila , é dessa forma que irei começar à análise de um dos discos mais gangsters do ano. My nigga YG demorou para soar legal nos meus ouvidos. O aclamado “My Krazy Life” não me conquistou de primeira (podem se decepcionar), porém foi com muita luta de alguns amigos meus que comecei a curtir e depois a cabeça não parou de mexer com o G-Funk do carinha da Costa Oeste. Tendo largado um disco muito bem representativo da sua cidade, o membro dos Bloods volta com sua agressividade em “Still Brazy” com uma escrita mais madura na maioria das vezes. É no caso de “Who Shot Me?”, na qual o rapper trás rimas ríspidas e bastante agressivas perguntando aos seus ouvintes quem atirou nele, a resposta premiada seria um prêmio de milhões de dólares. Tentador não, é? Eu sei! E é por isso que você se integra mais no disco a partir do momento em sua paranoia é colocada em jogo.

As participações estão ótimas, todas tem grande destaque. No entanto, Lil’ Wayne não me conquistou o bastante em “I Got a Question” e o Drake vem com aquela triste tentativa de municiar um banger gangster. Necessariamente, não achei nenhuma faixa ruim, entretanto algumas se fossem cortadas não fariam falta, e isso se leva em conta a quantidade de tracks que tem nesse disco (17!),  eu achei bastante desnecessário.

O elemento agressivo e violento é destacado, a influência da sua gangue é muito exaltada, como no caso da faixa “Bool, Balm & Bollective”, mas é no finalzinho dessa obra que a maturidade é posta mais em prática. Os jabs políticos e os questionamentos sociais são bastante elaborados e colocados em prática, Big Quint não foi o único que dançou na sua casa dando o dedo médio pro Donald Trump -À la Bolsonaro norte americano-, na faixa “FDT”, que tem participação do ótimo rapper Nipsey Hussle. “Police Get Away Wit Murder” apesar de não muito majestosa sonoramente, tem um papel importante no projeto.

Independentemente da extensão desnecessária, e também, de alguns elementos que se assemelham muito a buracos no álbum, Still Brazy é muito bem entregue. A produção G-funk que tem o dedo majestoso do Terrace Martin é magnífico, DJ Swish e outros assinam boas batidas. Todavia, não se diferem muito da musicalidade abordada em My Krazy Life, a sonoridade é praticamente igual. Diferentemente do seu debut, esse projeto tem poucos bangers, mas se destaca mais pela inclusão de questionamentos sociais. Um bom projeto e um dos melhores do ano.

 

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