Review: “The Impossible Kid” por Aesop Rock

aesreviewFala aê, seus rapper de podcast! Saudades? Eu também estou, faz quase um mês que não posto, eu tava meio enrolado com a universidade, sabe como é… MAS O PAI VOLTOU, devendo uma matéria a mais que antes, mas voltei e vamo falar de Aesop Rock… Não, seu mula! Eu não escrevi errado, não é o A$AP Rocky. Aesop Rock é um rapper de Portland, e é consagradíssimo no cenário under americano. Em Abril, ele lançou o “The Impossible Kid”, o que revisarei agora. Então, vamo! 

É um álbum bem denso, por assim dizer, e em vários sentidos… Não só ele traz muitas metáforas, traz muitas palavras novas até pra quem manja legal de inglês se torna até difícil de entender. A carga emocional também é muito grande nesse projeto, é um álbum muito introspectivo, que abrange várias nuances do artista, da pessoa Aesop Rock e tudo isso contribui pra que seja um álbum meio “pesado”, mas também um álbum chamativo, que faz com que os ouvintes tenham uma certa ligação com o artista.

“The Impossible Kid” talvez seja um tanto quanto pesado, mas ele tem os atrativos que nós AMAMOS: B.A.R.R.A.S. e uma produção do caralho. Sim, como já falei antes, Aes ama usar metáforas e tem um vocabulário que puta que vos pari, mas não só isso, o menino usa muitos esquemas de rima e num álbum cheio de estórias, ele dá aula de storytellin’. Aes é realmente um MC foda pra caralho, tem vários aproaches diferentes, e mesmo quando ele quer ser direto ao ponto como na faixa “Rings”, a métrica não decai.

Aí cê pensa “Porra, esse Aesop é foda memo. Porra… Só faltava produzir”. NÃO FALTA, MEU AMIGO! O grandíssisimo filho da puta produz, e produziu esse álbum in-tei-ro. O álbum traz uma produção que não é tão comum de se ver, um sonoridade bem progressiva, traz vários synths junto uma grande inspiração em rock. O estilo de produção desse álbum me lembrou muito o do El-P nos álbuns do Run The Jewels, e é algo que eu curto pra caralho. E sim, um projeto super coeso sonoramente, dá pra sentir que os sons vem todos do mesmo lugar e não rola aquela bagunça sonora mesmo com um quê de experimentação.

Definitivamente, “The Impossible Kid” é um dos melhores álbuns do ano. Aesop não deixa a dever em nenhum aspecto, mas ao mesmo tempo, não vejo como um projeto que vá atingir muitas pessoas porque ele é de “díficil compreensão” digamos assim. Mas é isso, seus cu. Hidratem-se e se for matar alguém, ocultem bem o corpo. VALEU!

 

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