Review: “Konnichiwa” por Skepta

KonnichiwaaaaReviewOi, pessoas! Desculpem a demora. Vitor aqui de novo em mais uma review depois de uma semana sem postar, né? Foi mal, tava estudando pra prova da faculdade, somado isso com probleminhas pessoais e etc. No entanto, estou de volta, porra ! E cá estou trazendo pra vocês uma review gringa, lá da terra da rainha, com o rapper Skepta vindo com seu mais novo disco “Konnichiwa”, que quer dizer “Olá” em japonês (??). Enfim, vamos, né?! 

Admito pra vocês que conheço muito pouco do Skepta. Porém, posso afirmar com toda a certeza que ele é inglês, londrino, oriundo de Tottenham, e que é muito bom. 33 anos, já muito experiente do game lá, o mc tem seu nome no topo do “grime rap”, um subgênero do rap que surgiu nas ruas da Inglaterra, e que reina pra cacete lá. Dito tudo isto, é óbvio que “Konnichiwa” segue no grime com resenhas, gírias e uma realidade totalmente diferente do que constantemente ouvimos no rap norte americano. Contudo, violência e criminalidade existe em todo lugar, então, sem muito alarde né?

Skepta é bastante habilidoso. O mc é forte nos punchilines quando quer e perambula pelas linhas suaves e obscuras de uma forma bastante leve, se você não prestar atenção nem fica muito ligado nisso, não irá perceber muito bem. Seguindo nessa ideia, na primeira faixa que tem o nome do disco e a segunda chamada “Lyrics”, o rapper deixa claro que quer mostrar serviço e demonstra soberbamente algumas barras rebuscadas e agressivas. Indo mais adiante, o cd continua muito nivelado, sem caídas bruscas de produção tanto pelas batidas, como pelas rimas. Em “Ladies Hit Squad”, você percebe a tamanha facilidade do mc apresentar bangers derivados porque antes dessa musica, em “It Ain’t Safe” ele nos fornece um bagulho street que é logo esquecido pela boa musica posterior. Isso sem ser muito evasivo ou brusco.

Sinceramente, não achei nenhuma musica desse cd horrível ou que merecia o lixo. Tá, admito que tem musicas ali que foram decepcionantes, como “Numbers”, faixa que tem o Pharrel Williams e que não me alegrou muito. Entretanto, o acabamento é esforçado e volumoso, você percebe uma energia boa mesmo a musica não sendo lá essas coisas. As batidas são ótimas, não sou lá muito fã do grime – nem escuto muito na verdade -, porém os beats desse cd são muito bem produzidos e que muitas tem o dedo do próprio rapper.

O único erro ao meu ver desse álbum é que ele não apresenta muitos skills alternativos, ele fica batendo na tecla várias vezes, mesmo o trampo sendo muito bom. As participações estão boas pra ótimas.Tematicamente, o registro não é rico, não trás assuntos diversos e a temática gira sempre em torno da sua banca, o cenário vigoroso do seu pais e a ascensão constante. Contudo, Konnichiwa é volumoso, bem apresentado, energético, nervoso e articulado sonoramente. Pra mim, esse cd foi um dos que mais me animaram no ano, garanto que vai ser assim com vocês também, pode dá play.

 

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