Review Nacional: “Jah Bless Ventura” por Jamés Ventura

JahBlessReviewFala aí, seus engenheiro de ciclovia da Niemeyer! Tavam com saudade do menino Hussein né bando de filhas das putas? Ia rolar um post meu semana passada mas rolou um estresse por causa de um X9 que tava no grupo do Facebook e printou uma parada solta que nem tinha muito a ver pra mandar pra um rapper. Aí esse rapper ficou putin e soltou o print sem ao menos preservar os nomes dos envolvidos e chamou nóis de recalcado. A cúpula de sarradores se reuniu na mansão que nóis tem em Angra e depois de certos goles de Glacial acompanhados de Cheetos amarelo decidimos que esse cara não merecia a review. Sim, essa foi a intro do dia, e a resenha a seguir é sobre o 2º disco do rapper paulista Jamés Ventura. Sem mais caô, brota!

Eu tava hypadão pra esse CD porque o Jamés é realmente um bom rapper, e já demonstrou isso em várias músicas anteriores e alguns feats bem maneiros (o mais recente foi na “Cadillac Dinossauros” do ZRM, que faixa). A questão é que esse disco veio com uma proposta bem unidimensional e isso afetou consideravelmente a lírica das faixas. Dá pra perceber uns esquemas de rima aqui e ali, mas não rola nada espetacular. A preocupação do Ventura de abranger uns flows inspirados em ritmos jamaicanos também foi tornando a audição maçante ao longo das faixas, porque ele acabou deixando outras skills que poderiam diversificar mais as tracks meio de lado. Um ponto positivo, entretanto, foram os refrões autotunados dele: o cara soube mesclar bem a sonoridade do ragga com esse recurso que é crucificado por tantos. Diante desses diversos pontos positivos e negativos, dá pra ver que o Jamés teve um desempenho razoável ao mic, mas não atendeu todas as expectativas em relação ao que já tinha mostrado que podia fazer.

As produções do disco são assinadas por diversos nomes de peso, como Nave, Pizzol, Bolin, Stereodubs e mais alguns e, incrivelmente, a maioria dos beats é bem parecida. Quase todos contam com um sample de reggae/ragga/dub, e isso é compreensível pela proposta do álbum, mas tira um pouco da versatilidade entre as músicas. Uma ressalva positiva, entretanto, é um lance maneiro que rolou em algumas das bases: houve uma mescla entre os samples citados e uns drum patterns de trap, algo que eu não lembro de ter visto antes, e achei bem interessante e maneiro. Por último mas não menos importante, vale a pena prestar atenção em um beat produzido pelo bi 5 Shits Ogi (ISSO MESMO, DESDE A ÉPOCA DO CRÔNICAS NÓIS NÃO OUVIA UM BEAT DELE). Certamente é o instrumental mais diferente do álbum, um boombapzin nada convencional e que deixa você com mó vontade de rimar em cima dele. Parabéns vovô, cê deixou a gente boquiaberto mais uma vez. Enricou.

Ao analisar o CD de uma forma geral, dá pra ver que houve uma tentativa de homenagem/tributo à música jamaicana, mas que frustrou por ser bater bastante em uma mesma tecla, tanto nas letras como nos beats. As participações foram na grande maioria positivas (Don Cesão chegou com o melhor feat do álbum e a galera chamada pra fazer os refrões também não decepcionou), mas esses feats não foram suficientes pra dinamizar o disco a ponto de torná-lo bem mais versátil. E é isso mes amis, fiquem ligados no blog porque aí vem mais conteúdo tão sinistro como dormir com o pé pra fora do lençol. Até!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s