R&B Review: “Ology” por Gallant

GallantReviewO jovem cantor de 24 anos chamado Santi, quer dizer, Gallant, chega na cena musical com seu primeiro álbum. Norte americano, oriundo de Los Angeles, Gallant vem chamando atenção com alguns trampos aqui e ali, e recentemente, ele largou uma versão da “Learn To Fly” do Foo Fighters que chamou bastante minha atenção por mostrar, como já se foi dito pela linda da Jhené Aiko, uma “voz angelical”. Bem, vamos para a obra.

Quando a Jhené Aiko falou que o Gallant tinha uma voz angelical, ela não mentiu. Dono de um falsete de outro mundo, o jovem de Los Angeles coloca seu nome nos lugares dos cantores com as vozes mais fortes do R&B nessa geração. Com um bom poder de composição, Gallant cria atmosferas bacanas, sexy’s e estonteantes. “Ology”, é um disco que trás introspectividade em busca de uma alto aprendizagem e reflexão existencial.

Como ele mesmo diz, “Ology” trás um olhar profundo sobre si mesmo, seus relacionamentos e o mundo ao seu redor. Um dos meios que ele mais recorre na estrutura das suas musicas são as metáforas, que são muito bem formuladas e apresentadas. “Talking to Myself”, apresenta uma ambiguidade clara, ao lado de que no decorrer do cd vemos reflexões com a religiosidade (Bone + Tissue), o universo com suas contradições e relacionamentos nada construtivos. Em “Episode”, temos a tonalidade funk que ele sempre recorre e também vemos uma clara influência do Prince que faleceu essa semana  (R.I.P., my nigga). Funk rasgados, blues flutuantes são o ápice do cd. Logo em seguida de Episode, temos o ápice da sexualidade ao som das musicas “Miyazaki” e “Percogesic”, na qual claramente percebemos também uma influência do Miguel, também cantor de R&B.

Falsetes poderosos são jogados, Stint e Adrian Younge aparecem de contenção nos arranjos e nas harmonias. Já Jhené Aiko, é a única participação do cd, seu verso em “Skipping Stones” é curto, mas nada descartável. Apesar da boa atmosfera, Gallant peca por ser lento, fastidioso demais. O número de tracks não ajudou muito em certa hora, a falta de exploração de novas nuances e  também a falta de interlúdios aqui e ali  me incomodaram um pouco. Apesar disso, “Ology” do cantor Gallant é sexy, obscuro, bem produzido e trás uma atmosfera solitária e bela. Muito bacana.

Nota4

 

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