Merda no Ventilador – Clássicos

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Fala, seus Facção Central! Vinar dando um tempo nas reviews pra um Merda no Ventilador, a minha seção favorita do site, porque vocês sempre tem comentários inspiradíssimos. Fãs de rap tem um puta carinho pelos álbuns considerados clássicos, nós do Rap Sh!t inclusive trazemos as Classic Reviews, uma forma de relembrar esse álbuns importantes e levar pra mais pessoas que ainda não os conhecem. Mas, tem aqueles que se emocionam horrores e qualquer álbum mais legal já rotulam como clássico. Nesse MNV, vou passar minha visão do que um álbum tem quer ter pra ser um fodendo clássico, só vem!

O ponto fundamental de qualquer álbum para se tornar clássico é a influência dentro do gênero, e é óbvio que essa influência só vai ser observada com o passar do tempo, quando vierem outros álbuns e aí se pode sentir como um álbum pode refletir nas obras que vieram posteriormente, sendo no estilo de produção, na lírica, na construção do álbum, enfim. Por exemplo, vou pegar o álbum de Eric B. & Rakim, “Paid In Full”, esse álbum foi um grande choque dentro do gênero em relação à escrita das rimas: Cê se parar pra escutar alguns álbuns antes dele vai notar uma escrita bem simples, até que Rakim chega com todas as suas rimas múltissilábicas, e fazendo um puta jogo de sílabas. Essas técnicas foram estudadas e aperfeiçoadas pelos MCs que vieram depois dele, e assim “Paid In Full” virou essa referência tão grande dentro do rap.

Outro ponto fundamental, e isso se liga com o que eu falei no paragráfo anterior, é a inovação. Ainda tomando como exemplo o “Paid In Full”, ele foi tão surpreendente e tão inovador que o impacto que esse álbum gerou foi imenso, assim como a produção do Dr. Dre no “The Chronic”, é um estilo de produção super diferente pra época em que ele foi lançado, nenhum álbum tinha aquela sonoridade e isso cativou o público por mais, até que outros artistas pegaram a blueprint do vovô Andre e implementaram nos seus trabalhos.

A qualidade é o terceiro ponto, e o mais óbvio deles. Esse é um ponto controverso, pois eu acredito que algo de qualidade duvidável mas que tenha originalidade e que seja diferente de tudo, possa sim se tornar um trabalho influente, mas algo com qualidade influencia bem mais. Mas na contramão, não acho que só a qualidade é o suficiente para tornar um álbum em clássico.

Esses são os pontos que eu julgo serem os mais importantes para um álbum poder ser chamado de clássico. Vamos fazer a matemática e resumir o post todo:

Inovação + Qualidade = Álbum influente, e um álbum influente + tempo = clássico.

Não necessariamente um álbum clássico vai envelhecer tão bem quanto outros, eu particularmente não consigo pirar em vários clássicos do começo dos anos 80, mas eu vejo como aquilo afetou o que eu escuto hoje em dia. Sem os pioneiros, não haveria nada disso do que escutamos; sem o Drum ‘N’ Bass, não teríamos as produções mais atuais; Sem as rimas simples, não teríamos as complexas. E assim vai! É como diz aquela frase clichê, mas super real:

Se vi mais longe foi por estar de pé sobre ombros de gigantes.”

– Isaac Newton

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2 comentários sobre “Merda no Ventilador – Clássicos

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