Review: “3001: A Laced Odyssey” por Flatbush Zombie

Flatbush-Zombies3001ReviewUm dos grupos mais expoentes da cena underground americana tá de volta com seu primeiro disco comercial. Oriundos de Nova Yorque, os rappers Meechy Darko, Zombie Juice e Erick The Architect, vinham dropando projetos que influenciaram e conquistaram muitos fãs. Em 2012 e 2013, eles obtiveram bastante êxito largando nas ruas as mixtapes “D.R.U.G.S.” e “Better Off Dead”, que fizeram os críticos amarem eles. Já em 2016, eles voltam com tudo com um álbum debut chamado ” 3001: A Laced Odyssey” com 12 faixas. Finalizado então a introdução, estão prontos? Let’s Go.

“3001: A Laced Odyssey” é um álbum que é uma completa fanservice. Todos os arcos e pontes explorados não fogem daquilo que o grupo vinha abordando nos últimos anos, a escolha dos beats não é nada fora do que já assinaram e a temática também. Porém, é notável que os mc’s vem com uma bagagem mais pesada de vocabulários e caminhos técnicos. Em “The Odyssey”, Erick the architect, o beatmaker do grupo e também mc, trás sample’s tirados de algumas musicas e que integra no refrão dessa track, além de ter shot’s pro rapper Troy ave, na qual se alto intitula “Rei de Nova Iorque”. Ademais, a primeira parte desse disco segue abordagens psicodélicas, o que sempre abordaram, com exceção de que suas referências que estão mais afiadas e seus punchilines, que  estão mais excepcionais.

Tematicamente, os rappers discursam sobre o que é um trampo independente (“A Spike Lee Joint”) e como a musica atual está praticamente acabando com a plataforma do cd físico (R.I.P.C.D), Além do mais, não temos alterações mecânicas ou novidades do que já vinham apresentando. Na segunda metade do disco, que se segue depois do interlúdio “Smoke Break”, os braggadocious e beats, querendo ou não, mais smooth, apresentam os três rappers mais preocupados com a leva e o peso das suas linhas. Meechy Darko vem mostrando o porque de ser o melhor rapper do grupo com conceptismos cristãos sensacionais, além de que aborda barras bem cadenciais. Já os outros rappers, estão muito bem também, Erick The Architect trás boombap’s modernos, bacanas, e o Zombie Juice é hilário.

3001: A Laced Odyssey, muitas vezes trás faixas que extrapolam em sua finalidade de impressionar o ouvinte, por isso vai chegar uma parte que você irá procurar o tempo de duração da track esperando partir pra outra faixa, entretanto, as musicas não são ruins. Nenhum é na verdade. No vocabulário, mais ricos, nas barras, mais insanos, porém, eles poderiam buscar um caminho mais acessível para quem não é muito acostumado com suas abordagens, não sei se quem não é muito acostumado vai ter o mesmo impacto que eu tive ao escutar o disco. Mas, se você nunca escutou eles, não fique preocupado, garanto à vocês que o disco não é ruim, muito pelo contrário, FBZ vem com um disco sólido, bastante compacto, muito mecanizado eu sei, mas é objetivo pra caramba.

 

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2 comentários sobre “Review: “3001: A Laced Odyssey” por Flatbush Zombie

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