Review: “untitled unmastered.” por Kendrick Lamar

UUreviewFala, seus manifestação anti-corrupção! Cacique tá de volta com mais uma review, e vocês sabem qual o projeto e qual o artista, tá no título, seu filho da puta preguiçoso. Depois do Top Dawg prometer um projeto novo da banca da TDE pra semana que se passou, na última sexta feira, Kendrick droppou de surpresa um novo “projeto”, um compilado de tracks que sobraram do “To Pimp A Butterfly”, as famosas “untitleds” que ele vinha apresentando ao vivo na TV, sendo a última delas no Grammy. E bem, aqui está o pai pra revisar o “untitled unmastered.”. Como são só oito faixas, vou fazer comentários faixa por faixa. Vamo nessa, cuzão!

untitled 01: Desde a primeira track o trabalho já se mostra promissor, Kendrick mostra toda a sua habilidade em ilustrar situações, criando imagens na cabeça de quem escuta com a habilidade de descrição dele. Nessa track, ele descreve como seria o apocalipse, o fim dos tempos da crença Cristã. Tudo no verso é bem chocante, ele cria uma imagem bem caótica, prédios caindo, o chão se abrindo… Mas é um verso super bem elaborado, assim como a escolha de um beat obscuro e cinematográfico que encaixa perfeitamente na proposta da track.

untitled 02: É uma das minhas favoritas. Ela mostra uma dualidade entre a vida no gueto, e a vida de artista, enquanto Kendrick tá ganhando grammys, vendendo milhares de cópias, a vizinhança de onde ele veio tá cada vez mais violenta, etc. O segundo verso dessa track foi apresentado no programa do Jimmy Fallon, onde ele apresentou a “Blue Faces” que aqui é a “Untitled 08”. A sonoridade é bem interessante também, ele mixa um chill trap, com um bpm menor, e solos de sax, isso além da entonação da voz dele, menino Kendrick tá cada vez mais aprendendo a usar a voz dele com um instrumento mesmo dentro track.

untitled 03: É aquela primeira Untitled que foi apresentada em outro Talk Show lá na gringa. Eu senti falta de algumas coisas da versão ao vivo, que não teve na versão do projeto, como o solo de sax do Terrace Martin e o outro, mas o beat ainda continua incrível. E Kendrick rimando sobre 4 perspectivas diferentes, ainda mais com as metáforas e analogias que ele cria. É uma track que eu curto pra caralho.

untitled 04: A quarta track é uma espécie de interlúdiozinho, com feats de SZA e Jay Rock… Onde eles repetem “Head is the answer, head is the future”, talvez uma metáfora pra importância da educação e conhecimento como um todo.

untitled 05: Já a quinta track traz um Kdot mais agressivo no primeiro verso, contrastando com os doces vocais de Anna Wise. Kdot rima na perspectiva de alguém que acabou de perder um ente querido pras guerras das gangues, a delivery agressiva dele encaixa bem na proposta da track. Além disso, a track tem feats de Punch e Jay Rock, ambos com versos interessantes, mas os versos deles tem uma pegada mais consciente.

untitled 06: A sexta track foi a que pegou todo mundo de supresa. O instrumental da track é nada mais, nada menos que um samba produzido por Adrian Younge. Demonstrando de novo toda a versatilidade do Kendrick, a capacidade que ele tem de rimar em diversas bases. Além disso, a faixa tem um refrão picudo do Cee Lo.

untitled 07: É outra favorita minha e ela é uma track 3 em 1. No primeiro momento, ela traz um trap mais cadenciado, mas ainda assim hard-hitting pra caralho assim como na segunda track, além do belo uso da sua voz, a entonação e delivery na track. Já no segundo, a gente tem um beat áspero que foi produzido pelo filho do Swizz Beatz que tem só 5 ANOS, sim, isso mesmo. Tem até vídeos do moleque produzindo a faixa pra provar que foi ele mesmo, e o moleque é um prodígio, mandou bem demais, assim como o Kendrick, com direito a jab pro Jay Electronica. A terceira parte é uma sessão da faixa 4, não chega a ser uma musica propriamente dita.

untitled 08: É outra que Kendrick já tinha apresentado antes, e ela chegou até ser batizada de “Blue Faces” pelos fãs. E assim como algumas faixas do To Pimp A Butterfly, ela cai mais pro funk, só que bem mais groovy que King Kunta, por exemplo. E além da sonoridade, mais um verso muito pica nessa faixa também, analogias inteligentes, rimas bem construídas.

No geral, o projeto é outra demonstração do talento do Kendrick. Continuam as influências fortes de jazz nas tracks, e a gente pode notar outros caminhos que o “To Pimp A Butterfly” poderia ter seguido, outros sons, outras ideias que ficaram de fora do álbum. Além disso, não há muito o que dizer, são ótimas tracks que formam um ótimo compilado, e é isso que “untitled unmastered” é.

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4 comentários sobre “Review: “untitled unmastered.” por Kendrick Lamar

  1. se metade dos artistas tivesse sobras assim.. rap game estava mais competitivo hahaha..

    mais esse “disco” foi foda, com direito a showoff do filho do swiss, jab pra carreira que ainda não começou do jay elec e pqp que versos fodas do untitled 8.

    GEEET TOP ON THE PHOOOONE..

    Curtido por 1 pessoa

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