Review: “This Unruly Mess I’ve Made” por Macklemore & Ryan Lewis

mackreviewFala seus bumbum guloso, tudo em cima? Aqui estou mais um dia para fazer a review daquele que não pode ser nomeado em algumas conversas entre fãs de rap, grupos e até grandes páginas do facebook. Sim, é aquele branco lindo e maravilhoso opressor que vai ganhar o Grammy de novo próximo ano, o choro é livre seus arrombado! Bem, vocês já devem ter lido ai, hoje, a review vai ser a do álbum “This Unruly Mess I’ve Made”, do rapper Macklemore e do produtor e parceiro Ryan Lewis. Já começaram a escolher o ganhador do grammy de 2018? Por que 2017 já tem dono.

Sempre fui um grande admirador do trabalho do Macklemore, sim, sou modinha e a primeira vez que escutei ele foi no “The Heist”, disco na qual os velhinhos soberbos do grammy babam o ovo esquerdo e direito do rapper. E não, “The Heist” não é um álbum ruim ô seus zé boceta do caralho, “The Heist” é um bom álbum de POP (O melhor daquele ano pra mim) não de RAP. E seguindo em todos esse fuzuê de melhor álbum de rap pro Macklemore em 2014, já em 2016, o rapper abre seu segundo novo álbum explicando toda a história por trás e como foi sua reação ao vencer o prêmio sentando bem pertinho da Taylor Swift, Beyoncé e Jay-z. Macklemore sempre foi um rapper underground e à partir do momento que fez o “The Heist” com o Ryan Lewis, seu mundo mudou, e tudo isso é contado na segunda melhor intro do ano até agora, que se chama “Light Tunnels” perdendo somente pra “Ultralight Beam” do Kanye West em “The Life of Pablo”.

Já no finalzinho de “Light Tunnels”, Mack faz o seguinte questionamento e auto resposta quando diz essas linhas na parte final da musica:

“Just in time, what will I say? Time to explain this unruly mess I’ve made”

E daí sabemos que “This Unruly Mess I’ve Made” não vai ter todo o apelo comercial de “The Heist”. Logo em seguida, “Downtown” e “Brad Pitt’s Cousin” são hilárias e bastante divertidas, trazendo as olds pontes e homenagens a década de 60 e ao hip hop, além de brincar com o fato de ser branco no rap, dizendo que transa com as mulheres das baladas dizendo que é o primo feio do Brad Pitt, e não um rapper. Terminando toda essa temática de um dos arcos do álbum que simplesmente “fala de tudo”, em “Buckshot” e “Growing Up”, Ben é surpreendente ao lado do rapper KRS-One e do DJ Premier fazendo grandes homenagens ao grafitti na primeira musica, depois, ele é bastante fofo dedicando sua musica para sua filha Sloane.

Partindo para a segunda parte do disco, eu vi uma certa inconsistência tanto na atmosfera dos beats e do rapper. O arco do “Irei falar de tudo” se torna chato, sério, eu particularmente achei muito chato a parte que ele fala que ama os Donnuts em “Let’s Eat” ou quando ele convoca os carinhas em “Dance Off”. Apesar disso, no meio dessa inconsistência temos ainda boas musicas como em “Need to Know”, musica na qual divide com o Chance the Rapper, que de novo faz um puta de um verso, e ambos criticam os vícios da molecadas em drogas, que por sinal é um grande arco do álbum. “White Privilege II”, pra mim é o melhor single do ano até agora, a mensagem dessa musica é sinistra e é bem definida em dois trechos do rapper, sem mais comentários:

If I’m aware of my privilege and do nothing at all, I don’t know
Hip-hop has always been political, yes
It’s the reason why this music connects
So what the fuck has happened to my voice if I stay silent when black people are dying
Then I’m trying to be politically correct? (…)

(…) My success is the product of the same system that let off Darren Wilson – guilty
We want to dress like, walk like, talk like, dance like, yet we just stand by
We take all we want from black culture, but will we show up for black lives?
We want to dress like, walk like, talk like, dance like, yet we just stand by
We take all we want from black culture, but will we show up for black lives?”

Muito rico tematicamente, bem produzido, feats ótimos, todos na verdade estão bem. Apesar de ser rico tematicamente, a falta de organização no roteiro me incomodou muito, os flows repetitivos em algumas musicas também, contudo, a delivery do rapper é muito bem composta. É pouca flexibilidade, todavia é bastante orgânico. Tirando os excessos aqui e ali, This Unruly Mess I’ve Made do rapper Macklmore e do produtor Ryan Lewis é o segundo melhor disco do ano com louvor.

 

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