Review: “The Life Of Pablo” por Kanye West

TLOPReview

Fala aí, seus tira golfinho da água pra bater selfie! Cacique Vinar de novo aqui, pra mandar a review mais esperada dos últimos tempos, a review do novo lançamento do Mr. West.  Seu último trabalho, “Yeezus”, dividiu críticos e fãs, enquanto uns simplesmente amaram, outros ficaram completamente decepcionados e tem aqueles que vieram a entender e curtir o projeto depois de alguns meses, ou até anos. Dois anos se passaram desde Yeezus e agora nosso querido Ye tá com um álbum novo, “The Life of Pablo”, que já foi “So Help Me God” depois “SWISH”, “Waves”, até chegar no nome final, que eu achei uma merda antes de ouvir o álbum, mas mudei de ideia assim que entendi o conceito por trás do nome, cover e temática das tracks. Então bora pra review!

Muito se discutiu sobre quem seria esse Pablo, alguns pensavam ser o artista espanho Pablo Picasso, que Kanye cita várias vezes na “No More Parties in LA”, outro palpite da galera era que fosse o Pablo Escobar, o lendário traficante colombiano que tá em alta devido ao sucesso da série Narcos, mas no final das contas, Kanye se referia ao Apóstolo Paulo, um “personagem” da crença cristã que liderava a perseguição a Jesus Cristo, e tempos depois se converteu ao cristianismo, e se tornou um dos maiores propagadores da palavra, e Kanye meio que tentou trazer isso pro álbum, essa dualidade entre uma vida pagã, e uma certa religiosidade. Isso pode se notar logo na capa, onde tem uma imagem de um casamento, e logo embaixo uma modelo de biquini, e a frase “Which One”, ou seja, qual delas? Qual a vida de Pablo? A pagã ou a devota?

Isso se reflete nas tracks, basta notar faixas como “Low Lights” e “Ultralight Beam” que falam bastante na auto aceitação e no carecer de um Deus que é bondoso que ama a todos assim como eles são, mas é curioso que as tracks que ficam entre essas duas são totalmente o oposto delas, tracks como “Famous” e “Feedback” mostram um Kanye ostentador, esbanjando mulheres, vivendo a fast life. A partir de “FML”, que é uma das minhas favoritas, track onde Kanye fala sobre a difícil decisão de se casar e desse jeito, como ele mesmo diz, acabando com a sua vida. Essa track é bem introspectivo, assim como as que a seguem, “Real Friends” que teve sua single review aqui no site, e eu continuo amando aquele beat, e “Wolves” que é uma homenagem a sua esposa Kim Kardashian, Ye fala de como ela foi importante nos momentos mais dificies, e de proteger seus filhos, Nori e Saint.

A produção é o cargo chefe de todo álbum do Ye, e no TLOP não é diferente. Os beats são bem peculiares, de uma maneira positiva. Esse projeto é fortemente influenciado pelo Gospel… Sim, gospel. Cê vai notar vários corais e hooks gospéis como na intro “Ultra Light Beams” ou na primeira parte de “Father Stretch My Hands” onde Metro Boomin mescla de uma maneira sensacional um hook gospel e trap, fácil um dos meus beats favoritos do projeto. Falando em trap, essa é a outra grande influência sonora do projeto, beats como o de “Feedback”, que traz um synth meio dark e áspero muito pica, ou a nova versão de “FACTS”, sim, a diss pra Nike… Ela traz um beat mais interessante que a versão original, mas ainda assim achei ela totalmente fora do contexto no álbum. O álbum traz nomes grandes do beat game, como Madlib, Mike Dean parceiro de longa data de Kanye que produz em grande parte do projeto, Metro Boomin e vários outros.

Agora, a parte lírica talvez seja a mais falha do projeto. Todos nós sabemos que Kanye não tem a melhor caneta do mundo, mas em alguns momentos desse projeto, ele deixa escapar algumas linhas bem fraquinhas como essa em “Father Stretch My Hands, Pt. 1” (Meu papai do céu que linha bosta):

Now if I fuck this model
And she just bleached her asshole
And I get bleach on my T-shirt
I’mma feel like an asshole (“Father Stretch My Hands, Pt. 1”)

Além disso, são poucos os momentos no álbum onde se tem uma lírica cativante. O melhor verso do Ye no TLOP, é sem dúvida o seu verso em “No More Parties in LA”, ele não deixa que Kendrick tome conta da sua track, trazendo bons punches, um flow e uma delivery agressiva. Além desses versos de Kenny e Ye, cito o verso de Chance na “Ultralight Beam” pra fechar um top 3 versos do projeto.

Pra finalizar, “The Life of Pablo” é um baita projeto que Kanye droppou, temuma produção muito boa, um conceito legal, mesmo que talvez não tão claro. É um trabalho inovador pro gênero? Não, de modo algum. Mas mesmo com alguns deslizes, como a segunda metade de “30 Hours”, ou a deslocada “FACTS”, TLOP vem pelo spot de melhor álbum do ano.

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7 comentários sobre “Review: “The Life Of Pablo” por Kanye West

  1. hmm.. concordo com a maioria das coisas que foi dito, MAS, porém, todavia, entretanto… acho que realmente alguns versos foram fracos, mas esse destacado não.. esse foi manerin.. com destino certo.

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  2. Pra mim Kanye é um puta produtor, sempre q esta “envolvido” fica dahora, mas quando as musicas sao dele proprio eu nao consigo curtir, acho o flow comum e as letras sao maomeno… O review ficou dahora, só n curto ele msm kkk Seria foda se vcs fizessem o review da mixtape “Luta” do Do Mc…

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  3. Maaano, aquela linha do clareamento anal em Father Stretch My Hands pt.1 achei uma das linhas mais carismáticas do album.
    e acho que o “liricismo” do Ye é mal interpretado durante os anos, ao falar da lírica dele me vem na cabeça uma batalha que ele teve com o Mos Def, onde o Mos Def vinha todo clever assim como nós já conhecemos, e Kanye respondia a altura sem mostrar tremida na voz, e o que eu percebi ali? Carisma! A cada linha ele arrancava alguns sorrisos sinceros do público, além de entregar a mensagem.
    Ye é cativante, tanto como produtor quanto nas linhas, Graduation é o ponto alto do carisma.

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