Classic Review: “Ready to Die” por The Notorious B.I.G.

BIG_READYReview

Fala pra mim, seus assiste Dez Mandamentos no cinema! EDIR MACEDO GANG, BITCH! Sejam bem vindos a primeira Classic Week da Crew, e quem começa é o Cacique Vinar que vos fala, trazendo a primeira review do Nótorio Bê I Gê no site, já era pra ter rolado antes, afinal é o Biggie, né? Mas antes tarde do que nunca, e vamo pra review do “Pronto Para Morrer”.

“Ready to Die” é um daqueles clássicos, mas clássicos pra caralho mesmo. Pra cês terem noção da fodelidade do álbum, em 1995 na premiação do The Source Awards (O que seria o Fezes de Ouro da época, só que menor um pouco) de álbum do ano, ele concorreu com “ILLMATIC” (Nas), “SOUTHERNPLAYALISTICADILLACMUZIK” (Outkast),  E “THE DIARY” (Scarface)! Outros três fodendos álbuns que viriam a ser aclamados como clássicos mais tarde, e adivinha quem ganhou? Ora,  foi o gordinho delícia. Tanto pelo apelo comercial que esse álbum teve, sem deixar de lado a técnica e uma produção picuda, em comparação com o “Illmatic” do Nas, por exemplo, Biggie vendeu bem mais graças a uma “fórmula” criada pelo Diddy que vou explicar mais tarde. O vídeo abaixo é bem comédia, se vocês voltarem um pouco passa os comerciais da época e tem um do jogo JUMANJI, cara, o jogo daquele filme mesmo. (Ponham no minuto 9:17 para ver a categoria de Álbum do Ano)

O conceito por trás do nome do disco é outra parada interessante, o “morrer” aqui é no caso “estourar”, entrar no game, talvez a morte de Christopher Wallace e o nascimento do Notorious B.I.G. e isso se liga ao “Life After Death” que seria a vida após a fama/o din/as vadia, ou seja, a vida avançada. Nas tracks, Biggie mostra vários lados dele mesmo, controverso como em “The What”, introspectivo como em “Suicidal Thougths”, ou “Things Done Changed”, o contador de histórias como em “Gimme The Loot” ou “The Warning” , o crack dealer em múltiplas tracks e por aí vai, toda essa gama de “estilos”, constroem não só o álbum, mas passa muito do artista.

A produção não foge tanto do que era popular nos 90’s, aquele boom bap pica, com samples mais fodas ainda. A diferença do “Ready To Die” pra outros sons da época, era que ele não era tão cru como o som da Wu Tang, por exemplo, e tinha muita influência de R&B. Ah, mano… A lírica desse gordo era tão boa, nível daqueles que cê ouve e solta um “PUTA QUE PARIU”! Além do flow, que ele criava com maestria em cada track, o cara era um alien, e manteve consistente durante todo o álbum.

“Ain’t no amateurs here, I damage and tear
MC’s fear me, they too near not to hear me”

A “Intro” desse álbum, é algo que me chama a atenção pra caralho, se for parar pra prestar atenção, só ela já dá muito da vida do rapper assim como do álbum, e isso só com algumas músicas e dois pequenos diálogos; Essa intro se liga picudamente a primeira track de verdade, a “Things Done Changed”, onde Biggie reflete sobre como as coisas mudaram desde sua infância, não só nele mesmo, mas no seu bairro, e até na sua casa, afetando a relação com a mãe dele.

“Gimme the Loot” é outra track destaque no meio de tantas tracks fodas, nela Biggie e um Biggie mais jovem, planejam vários assaltos e enfim, vou falar o final não, mas o mais pica da track é o Biggie conversando com ele mesmo, e acredite ou não, ele mesmo faz a sua versão mais jovem com uma voz totalmente diferente. Já lá pro meio do álbum do álbum, tem “The What” collab louca do Method Man, pra mim, o mais maneiro da Wu Tang, e nosso gordin. Já sabe, né? BARS on top of BARS. Assim como em “Unbeliavable”, onde Biggie dá um aula de flow e delivery, just watch.

Deixei os singles por último pois “Juicy” e “Big Poppa”, pois elas fazem parte daquela fórmula de ter um apelo ao publico mais “pop”, em grande parte pela pegada R&Bzistica e refrão chiclete, isso sem desagradar os fãs do rap mesmo, resultado disso? Sucesso de vendas, não só dos singles que foram pro topo das paradas, mas também do álbum. “Juicy” traz um Biggie comemorando onde ele tá, lembrando de onde vem e o que já passou, a track ainda traz uma mensagem bem bacana, de não deixe de seguir seus sonhos mesmo que desacreditem; Já a “Big Poppa” é aquela track de club, tocou pra geral em festa e traz muito de como era em relação as mulheres.

“Ready to Die” deixou um puta legado que cê vê até hoje dentro do rap, o legado de Christopher Wallace, um dos melhores de todos os tempos, pra mim O melhor. E é isso, seu bando de mastubador compulsivo! Fica por aí que amanhã tem mais CLASSIC.

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