Top 10: Álbuns de 2015 (LAHuss)

Fala aí, seus viado de nariz vermelho! Como estão passando esse dia de natal, após muita sidra Cereser e rabanada de pão dormido? Por aqui tá tudo calmo, e to aproveitando o dia do nascimento do cabeludo virgem mais importante da nossa história (Isaac Newton, olha na wikipedia ai) pra largar os meus 10 álbuns preferidos desse ano que nos trouxe tanta sofrência. Não vou enumerar nada porque as notas já tão aqui no site, só vou deixar os meus favoritos mesmo. E quem não curtir, favor pegar a sobra do peru e fazer com ela o que bem entender. Bora!

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“Goldensgoto” – ZRM

Esse álbum saiu agora no finzinho do ano, mas já deu tempo de eu devorar ele e afirmo amigos, o disco tá outro nível. Com uma produção ousada que mescla viradinha de trap, beat golden era e 808 numa mesma faixa (acontece mais de uma vez até), e com 2 MCs afiadíssimos, além de um DJ participativo pra carai e fera nas colagens, esse é o Novo Testamento sobre a sujeira das ruas paulistanas.

“At.Long.Last.A$AP” – A$AP Rocky

Talvez um dos cds mais subestimados desse ano. O hype no início tava grandão, com “LPFJII” e “Everyday”, mas quando saiu o álbum completo parece que nego não entendeu a proposta do Rocky. EU ENTENDI. Esse disco na verdade foi feito pra se andar de carro na madruga. Não pude experimentar muito essa sensação até porque não tenho carro (salve Papai Noel). Mas é isso, produção dark loquíssima, e dá pra extrair alguns momentos onde o Rakim exibe uma lírica interessante.

“O Inferno do Cachorro Magro – O EP Do Vilão” – Shawlin

Essa porra foi a trilha sonora do meu verão passado. Saiu em janeiro e eu ouvia todas as faixas no repeat sem parar. O Shaw conseguiu se reinventar mais uma vez, sempre com a qualidade que nóis ja conhece. E os Tropkillaz fizeram jus ao nome e mataram todos os outros produtores com seu “eurotrap” (HAHAHAHAHA salve Maicon Maia). Já aguardo o próximo trabalho completo do Conrado, que sempre traz as paradas pra um outro nível.

“Rodeo” – Travi$ Scott

Amigos, esse é o suprassumo do turnt up. Muita gente fala que o La Flame não tem estilo próprio etc, mas a verdade é que ele adapta muito bem as coisas que tão rolando na sua própria música. Além da clara influência do Ye e do Cudi, dá pra perceber que ele aperfeiçoou o que os muleques do Rae Sremmurd fizeram no início do ano. E o resultado é esse cd que de cada 10 músicas 11 são estouro na festa e zica do baile. Ninguém ouve Travis querendo ouvir letra elaborada, e dentro do que ele se propõe a fazer, o cd tá lindo.

“What a Time To Be Alive” – Drake & Future

Essa tape é infinitamente melhor do que a IYRTITL. Sabe por quê? Porque tem o Future e o Metro Boomin. Não que o Boi-1da não tivesse dado conta dos beats no começo do ano (curto ele pra carai), mas é que tava muito Drake, muito aquele lance repetitivo. Parece que na WATTBA rolou um espírito de competição entre o Drizzy e o Hendrix (GOSTAMOS), e os beats mais diferenciados deram uma cara nova a ambos. Quando essa mix bate nas caixa, ela bate doído, sucesso de qualquer boate também (por experiência própria).

“Negros” – Beni

Eu já conhecia o Beni especialmente por suas produções picudas (ouçam “Tu Não” do Start), mas ele veio surpreendente nesse seu novo álbum. Quando põe a mão no beat o cara tem o talento e a percepção estética de poucos, e esse é o trunfo desse disco: a atmosfera de trap raiz criada, bem metade dos anos 00, mesclada aos flows maneiros e à lírica esperta dele, influenciada desde textos bíblicos, passando por líderes afro-americanos até o tamborzão carioca, fizeram com que essa obra se agigantasse em meio a tantos nomes de peso da cena. Destaque especial pras participações incríveis do BK, Shock, Catra e Valmir Nascimento (“1;15” tem o melhor refrão do ano disparado).

“B4.DA.$$” – Joey Bada$$

Pra ser sincero eu só ouvi regularmente esse álbum no comecin do ano, talvez porque as temáticas não me agradem tanto. Mas não dá pra negar que o Jão Bunda Ruim é um dos mais promissores da novíssima geração e que as produções são um seminário de boombap. Eu ouço “OCB” e “Curry Chicken” e ainda chapo, e outras tracks como “Paper Trail$” (apesar deu gostar muito de dinheiro) e “Christ Conscious” também são grandiosas. Fica aqui meu recado: quando esse pretin começar a ser mais flexível nos temas e nos beats em que rima vai ser difícil de parar.

“Seguimos Na Sombra” – Nectar

Vou mandar a real: esse é o trabalho de 2015 que mais me cativou, com o qual eu mais me identifico (talvez por causa dos temas, do ambiente reproduzido ser parecido com o meu, e da enorme influência de funk). Só não ponho a tape no final do meu post em respeito aos dois reis do ano. Mas puta que pariu, a gang do KGL representa demais. BK e CHS verdadeiros estudiosos da rima, Bril é o cara mais vivência dessa porra, e mais o Jonastradamus. Já no aguardo pros trabalhos novos de todos (queria muito que o Bril gravasse uma tape de funk também, ia ser picão, fica ai o pedido). FEDECRISTO.

“RÁ” – Rodrigo Ogi

Eu, como stan do “Crônicas da Cidade Cinza”, tava ansiosaço pra esse cd. Na verdade fui eu que converti o Vinar a ser stan do Ogi (falo mermo). Esse japa é foda demais. Confesso que eu tenho um bloqueio pra ouvir raps muito antigos tipo Slick Rick devido à produção já ser bem datada, mas o Vôgi não faz feio ao resgatar o mais fino do storytelling aliado aos instrumentais mais sinistros, assinados pelo Nave. Parabéns aos envolvidos, “Trindade 3” é minha track do ano e já espero meu cd físico aqui em casa vovô, manda ai.

“To Pimp a Butterfly” – Kendrick Lamar

Se eu não pusesse o TPAB por último o Vinar ia me tirar da equipe. E merecidamente. Enquanto a genialidade do GKMC era usar as trends do rap pra contar a história passada do Kenny, a mágica do TPAB é ir na contramão das tendências, utilizando uma sonoridade que resgata os mais diversos elementos da black music americana, pra falar sobre a vida atual do baixinho. Já chorei a vera ouvindo algumas músicas do disco, fumei muito ouvindo outras, só não fiz sexo enquanto esse cd rolava (ainda, me aguardem novinhas). É MF DOOM no céu e Kendrick na terra amigos.

Nota do Vinar: Huss ganhou o prêmio de mentiroso da equipe. Abraços.

E é isso amigos, essa é a minha retrospectiva. Não vou fazer menção honrosa mas queria também falar dos trabalhos do Amiri, Síntese e Pusha, que saíram agora no finalzinho do ano e eu não pude ouvir muito, mas tenho certeza que tão pesados. Não tem mais nada pra falar não, só não fechem a aba do blog porque nois ta vindo com vários outros textos desse, mais pesado que o Big Pun comendo a Alcione. Até!

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