Review: “Shadow Of A Doubt” Por Freddie Gibbs

gibbsreviewUm dos grandes nomes do Coke rap, ou drug rap, chamem do que quiser, está nas ruas de novo com seu terceiro álbum de estúdio chamado “Shadow of a doubt”. O  rapper de Indiana, dropou seu disco pelo seu selo independente e sem nenhuma participação de peso, ou seja, sem nenhum grande nome. Será esse cd melhor que o aclamado “Piñata” feito ano passado com o lendário produtor Madlib? Seria Shadow Of a doubt um dos melhores cds do ano até agora?

Quando o assunto é coke rap, eu fico meio que com o pé atrás. Sim, eu sei que quase tudo que vem desse subgênero é bom pra caraio, mas muito repetitivo. Pusha T (ELE ESTÁ CHEGANDO ) é o um GOD nesse assunto e muitas vezes já se foi questionado sobre isso. Porém, voltando pro Gangsta Gibbs, esse seu terceiro disco é muito cíclico e maçante. Conceitualmente, Gibbs nesse cd não para de dizer que o jogo do rap é muito mais fácil, competitivamente, que o tráfico. Além claro, de não faltar  aquelas exaltações de lei das boas mulheres, poder, e sua quebrada. Piñata pra mim, é consideravelmente muito melhor que o Shadow of a doubt, tanto conceitualmente – apesar de não haver um abismo nisso -, tanto na produção. Aqui, o Trap te desgasta pra caramba, não vemos aqueles beats mesclados chill/boom bap do Madlib. O trap por sí só pode ser muito enjoativo, agora, acrescente isso ao fato de que o Mc não para de falar tais coisas além de beats quase sempre iguais sonoramente? Enfim, é isso.

Em “Fuckin ‘Up The Count”, track produzida pelo grande Boi-1da, fãs do Drake amam, é uma das poucas ressalvas no prod. O flow do Gibbs, é bom demais e isso é inegável. Em “Mexico”, temos a participação do cantor e rapper Tory Lanez em um hook brisante. Anteriormente a isso, em “Extradite”, Black Thought tem versos fodas demais, o seu segundo verso é interessantíssimo e que ofusca o próprio Gibbs. Indo mais adiante, “Packages” é a cara do ponto cíclico que eu falei pra vocês, drogas, drogas, mais drogas e como ser um bom vendedor de drogas. Contudo, a musica é boa, fazer o quê? Eu dancei mesmo. Já em “Freddie Gordy”, uma das minhas faixas favoritas, temos rimas introspectivas do Freddie , onde ele engloba vícios e a luta nas ruas. No entanto, os vícios me chamaram muito mais atenção. Nessa faixa ele aponta e mostra suas fraquezas com linhas que eu achei bastante legais e meio que uma fuga de um roteiro batido sendo apresentado. Segue as linhas :

Plus I got addictions of my own, boy
The pills into laced blunts got me gone, boy
The Oxycontin and heavy syrup got me looking in the mirror saying, “Is you a dope fiend or a dope boy?”

Pra acabar de vez, “Shadow of a Doubt” flerta muitas vezes com a falha, mas inexplicavelmente consegue se mantar e te entreter em vários pontos. Speakerbomb, Blair Norf, Murda beatz quase falharam com novo Corleone, mas nada que seja muito gritante. Conceitualmente repetitivo com lapsos de boas rimas e bons versos das participações fazem com que o terceiro disco do Freddie Gibbs seja maneiro, porém, nada muito foda. #SAUDADESMADLIB.

Nota35

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