Review: “The Documentary 2” por The Game

thedoc2Salve, seus leite com pêra! Vinar aqui, carai! E vamo falar de “The Documentary 2″, o sucessor do grande clássico do Game, que foi lançado lá em 2005 quando a Aftermath reinava, com Dr. Dre, Eminem, e Fifty no auge, tinha acabado de lançar o Get Rich Or’ Die Tryin’ e assinava o Game pra GGGGGG-UNIT! e assim nasceria uma grande amizade que viraria uma treta gigante depois, mas isso não importa, o que importa é que Game, depois de seu debute, teve bons álbuns, alguns mais ou menos, mas nenhum que superasse o The Documentary. E no último dia 06, o rapper californiano droppou a sequência pro seu aclamado debute, The Documentary 2 que vai ser sucedido de The Documentary 2.5 que vai ser lançado posteriormente nesse mês. Então vamo pra review desse bagulho.

Pra começar a intro, “On Me” com King K deu uma amostra do que viria no álbum, um lírica afiada de Game, quentes features e produção em ponto. Geral tem levado renegade do Kendrick, mas Game disse “NÃ NÃ. Não hoje, fi.” e depois do verso do K, ele droppa um dos melhores versos do álbum inteiro. A faixa é seguida de “Step Up” e também por “Don’t Trip” que são duas faixas bem medianas a não ser pela Dont Trip que traz duas das maiores lendas do rap e da west coast pra rimar, Ice Cube e Dr. Dre que também produziu a faixa junto com o will.i.am, uma faixa que trás uma vibe mais old school. Essas três primeiras faixas trazem a cara da West Coast, mas a que vem a seguir é a cara de NY,  Game pega os intrumentais de Kick In The Door e Things Done Change em “Standing On Ferraris”, e ainda traz Diddy pra fazer aquele hype de fundo. Uma coisa bem arriscada que Game tentou mas ele não decepciona.

A partir daí o álbum muda de rumo completamente e vai pra uma parte mais introspectiva, com “Dollar and A Dream” com Ab-Soul, onde os dois relembram como era tudo antes da fama, de como “Tudo começou com um dólar, um sonho e uma pistola” no caso do Game e essa faixa encaixa perfeitamente na “Made In America” que é a seguinte, onde ele relembra de seu sonho e faz várias referências as lendas que ele se inspirou durante a sua carreira, destaque pro belo coral no fundo da batida que deu uma classe pra faixa. Depois, temos “Hashtag” que é uma faixa meio confusa tipo “Porque ele tá hashtagzando coisas da vida dele?” mas de qualquer forma, JellyRoll que eu conheço por ele ser bróder do Yela, manda um dos melhores refrões do álbum, a voz dele cabe muito bem na faixa.

Em “Circles”, o álbum fica mais íntimo ainda, onde a faixa mostra uma discussão de Game com sua mulher, mas o que rouba a cena é o BELÍSSIMO beat e os refrões, os cantores Eric Bellinger e Sha Sha foram escolhidos a dedo, além de Q-Tip que manda um verso bem maneiro lá pelo final da faixa, uma das minhas tracks preferidas do álbum. Após o skitzinho “Uncle”, onde o tio do rapper dá uns conselhos sobre mulheres, Game decide mudar de atitude na faixa “Dedicated” com ninguém menos, ninguém menos que Future Hendrix, que manda um refrão chato, mas que por algum motivo gruda na tua cabeça, e depois de um tempo cê se pega cantando. Bem, em “Dedicated”, Game renuncia a boemia pela sua amada, e ele reforça isso na track “Bitch, You Ain’t Shit” que só pelo a gente sabe do que se trata, vou ficar enrolando aqui não.

“Summertime” traz um vibe bem chill out pro tema da faixa, que é gangbanging e Jelly Roll de novo killando de novo no hook, mas a faixa seguinte “Mula” é a que rouba a cena, com Kanye fazendo um dos melhores hooks dele e um beat incrível que sampleia uma faixa do duo Phantogram, e é, sem dúvidas, uma das melhores do álbum. “Documentary 2”, a faixa que leva o nome do projeto, traz versos flamejantes de Game e uma batida de DJ PREMIER, acha pouco ? Assim como a primeira faixa (A do The Documentary original), Game relata as suas influências dentro da cena, homenageando várias lendas.

“New York, New York” a faixa que vem depois, traz Game fazendo algo que ele não faz sempre mas o que é bom, ele relata casos de white privilege, racismo, atentados a negro, etc, etc. E até mesmo por ele não fazer isso sempre, a faixa é meio curta, mas é sempre bom ver alguém tocando nesses pontos sociais. Logo depois, temos “100” que foi o primeiro single do álbum, batida insamente boa, esse sample é bom demais, Drake no hook parecendo que tinha acabado de acordar de ressaca, mas é uma faixa boa, uma das melhores. Pra fechar o álbum, mais uma faixa de lembranças da carreira de Game, “Just Another Day”, e “LA”, um ode a Los Angeles, com Fergie e will.i.am no hook, ele no beat e versando também, e Tio Snoop mandando um verso maneirinho.

E nesse clima up lifting acaba o “The Documentary 2”, que é um álbum super sólido, ótimas rimas, ótima produção, é um álbum bem balanceada, não diria que é coeso, nenhum pouco, mas Game soube balancear os sons na escolha do beats. Talvez o número grande de faixas, torne o álbum meio cansativo, e depois da primeira escutada, cê provavelmente vá voltar só nas suas preferidas, mas de qualquer forma, belo projeto do Game e hoje ele leva 4 merdinhas pra casa! PEAAAAACE!

Nota4

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