Review: “90059” por Jay Rock

8d644560bf72a63e8b74f2a21bb9cbe7.1000x1000x1Fala aí, seus Big Sean top 5 liricistas! Vinar de volta, excepcionalmente numa quarta, pra revisar o novo trampo do Jay Rock, membro da TDE, West Coast rapper, mas não irei fazê-lo só, chamei meu irmão terrorista Huss-Ein pra droppar essa review bombástica. Esse trampo dele  vinha criando um puta dum buzz e muito hype na galera, até que dia 11 deste belo mês o nosso excelentíssimo Jão Pedra lançou “90059”, o nome do álbum que faz referência ao ZIP Code (O CEP dos EUA) da área onde ele morou, na sua cidade natal Watts que… (CUIDADO, SPOILER) é também grande parte do conceito geral desse álbum. Então, vamo pra review, né?!

Vinar: Começando pelo conceito do álbum,  Rock tenta mostrar sua terra natal para o ouvinte, tenta o transportá-lo pros cenários de gangbangin’, tráfico de drogas, prostituição que o rodeou ao longo da sua vida, com momentos de introspecção, mostrando o seu lado consciente que o fez escapar dessas condições. Até aí, tudo bem, tudo tranquilo… Mas entra a imagem do seu alter ego Lance Skiiwalker em algumas faixas (“Telegram”“90059” “Money Trees Deuce”) e com exceção da faixa que leva o nome do projeto, não senti muita diferença de atitude/pensamento do Rock e seu alter ego, o que é confuso.

Partindo pra parte técnica, menino Rock não é um primor lírico, mas ele demonstra sim um bom arsenal de punches e capta o ouvinte com seu subject matter, e sua delivery foda. A produção não é coesa, não mesmo, mas individualmente, os beats selecionados são excelentes, como por exemplo o de “Vice City”, sem dúvidas um dos destaques do álbum, com um beat trap, um baixo hard hitting e um sample minimalista.

Pra finalizar, vou destacar algumas faixas: “Vice City”, onde a Black Hippy vem com um flow fodido (Sim, todos com o mesmo) cuspir barras on barras on barras, “Easy Bake”, a famosa faixa “2 em 1”, ela muda totalmente de uma pegada agressiva, beat dark e áspero, pra uma clima mais “pra cima” numa segunda parte da faixa, onde SZA manda um belíssimo refrão, com Rock afiado na sua atuação também.

LAHuss: Fala pra mim meus parça méqui stronda xxt! Menino Saddam aqui dissertando sobre uma obra gringa hoje, na companhia do meu CEO preferido Vinar, the king of tapioca. Já que a introdução ficou por conta do rei do Pará vou direto às minhas observações. Só vem junto!

Ao mic, o Jay Rock é sim um ótimo MC, mas confesso que eu esperava mais dele, até pelos vários renegades que ele dá frequentemente. Aas letras só começam a ficar quentes mesmo a partir da 3ª faixa (a 2ª tem um flow maneiro, mas nada extraordinário). O ponto forte do cara é retratar fielmente as ruas californianas, e pra isso ele usa vários artifícios, desde refrões bem picas cantados pelo mesmo, como em “Telegram” e “Money Trees Deuce”, passando pelo espanhol fluente da “Easy Bake”. Há algumas punchlines salpicadas aqui e ali, mas dava pra preencher bem mais. Ainda falando sobre a parte o emceeing, destaque também pra “Vice City” onde a Black Hippy inteira ta soltando fogo pela boca nível Charizard e usando o flow da minha professora de história (é sério).

Os instrumentais abrilhantam bastante o trabalho, e conseguem salvar as tracks mesmo quando o Jão não tá nas melhores atuações. Há uma identidade sonora bem distinta e que eu curti pra cacete: os elementos do g-funk são revisitados com um synth mais repicado e ácido, e tu pode ver isso em tracks como “The Ways” (essa é banger neguin, umas da que eu mais gostei) e “Necessary”. Outro highlight nesse quesito é o sample LINDO da “Telegram”, a qual me causa ereções noturnas involuntárias todo dia que eu escuto. Há espaço também pra produções mais orgânicas, mas que mesmo assim não destoam do som do disco: “Gumbo” e seu violino matador servem bem de exemplo.

No geral, o álbum acerta em cheio na musicalidade e tem desleixos que eu acho que ocorreram por simples preguiça. Se o Rock trabalhasse mais o alter-ego (ficou meio confuso), deixasse mais claras as referências ao Hannibal aqui e ali (visitem Genius pra mais detalhes, há uma certa pra capa, a criação do tal alter-ego e até pro clipe de “90059”) e recheasse o trabalho com mais linhas quentes, coisa que ele é bem apto a fazer, o álbum estaria fácil no topo desse ano. Os feats acrescentaram bastante (toda TDE chegou pesadíssima e a lenda Busta Rhymes me agradou demais também), e eu particularmente pretendo deixar o disco inteiro no meu celular por um bom tempo. E é isso seus usuário de autotune! Deixem a aba do blog aberta porque nois tá mais faminto que o Rick Ross ao acordar. Até!

Nota4

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