Review: “The Good Fight” por Oddisee

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Salve, rapazeada! Como cês tão?! Espero que bem. Vinar de volta aqui, pra revisar um trampo que saiu no começo do ano, lá pra Abril, e que dormi nele (Sim, assumo), como vi ele sendo citado em algumas listas sites a fora, e vi uma galerinha no nosso grupo falando bem dele, resolvi revisá-lo: “The Good Fight” do rapper/produtor Odissee, que é membro do grupo Diamond District, um grupo que também tenho dormido mesmo vendo boas críticas sobre eles, mas enfim, vamo pra review!

A produção do álbum é finíssima, sinceramente uma das mais belas que ouvi no ano, pra quem tá afim de escapar um pouco da obsessão que se tornou o trap, é uma ótima pedida. Todas as faixas foram produzidas pelo próprio Odissee, e mixa muito bem tracks mais orgânicas com algumas sampleadas sem que se perca a coesividade e a vibe chill-out do projeto. Destaque pras incríveis horns e pianos que aparecem em boa parte desse projeto, e pro beat da “Want Something Done”, segunda faixa do projeto, que tem uma levada que te dá goosebumps.

Agora vamos falar do grande FILHO DA PUTA que Odissee é… Ele produz, rima pra caralho, e canta pra caralho também, ou seja, ele é o bichão memo. Se cê não acredita, é só ouvir “First Choice”, o belíssimo refrão e as rimas insanas que o cara manda. As rimas são uma constante no projeto, Odissee mantém um bom nível nas barras, mostrando grande habilidade com esquemas, e também na  sua delivery, onde ele abusa dos flows, algumas vezes usando dois flows totalmente diferentes numa faixa.

Yo, Running in circles and waiting in lines
Jumping the hurdles we make in our minds
I’ma just go with the flow and I hope when it’s over I’m over and made it in time
Know in the moment the open and closing the road and roses of war before
The battle was held, neglected to tell, went for the second I reckon I failed (“First Choice”)

A temática é simples, o MC simplesmente expõe seus pensamentos, seus problemas pessoais, etc… Fazendo com que se torne um projeto super introspectivo, com temas como suas contradições, como ele vê a cena atual do rap, ou até mesmo o bom e velho romance. Porém, com a repetição de alguns desses temas, o ouvinte fica com a impressão de algo repetitivo, esse foi um pequeno deslize, mas que pode ser facilmente ignorado.

“The Good Fight” é um excelente projeto, tem ótimas rimas, ótima produção, coesividade e bons refrões também. Com pequenos deslizes, como a repetição de alguns temas e muitas vezes “monovibe” (Inventando novas palavras), porém, pelo menos no meu caso, esses deslizes são irrelevantes perto da qualidade do álbum.

Nota4

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