Review: “Rodeo” por Travi$ Scott

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Oi né. To colando na grade novamente, fortemente armado até os dente para trazer mais uma review pra vocês meus meninos. Essa semana, nossa equipe estava em um de nossos escritórios localizado nas Ilhas Cayman, degustando um delicioso vinho Don Laurindo  10 anos Tannat 2005, comendo amendoim japonês, conversando sobre essa crise que assombra nosso país, e eu lamentando sobre os 340 funcionários que tive que demitir esse final de semana. Beleza, papo vai e papo vem, quando caiu no assunto: E a review dessa semana, Santi? Qual será? Depois de horas e horas discutindo, foi decidido que o contemplado será Rodeo, do garotinho das trevas Travi$ Scott. Se os cara quer, eu quero em dobro né mlk, eu sou de diadema. Então, partiu.

Eu to aguardando esse debut há mais ou menos 2 anos, quando ouvi o Travi$ pela primeira vez, na mixtape Owl Pharaoh. Descobri ele navegando pelas internets, apareceu o vídeo da “Uptown” nos relacionados e na primeira ouvida já foi motivo pra procurar saber mais sobre. Depois de algum tempo, saiu o “Days Before Rodeo” e aí foi amor a primeira vista. Considerada por muitos a melhor mixtape de 2014, foi quando Travi$ se consagrou uma das principais promessas da nova geração. O rapper é conhecido por suas polêmicas, arrogância (não é novidade nos rappers), e suas performances que pra mim é o seu ponto mais forte. Um show do LaFlame é simplesmente INSANO, e quem olha de fora pensa que é um show de Rock N Roll, não rap. Um show regado a Mosh pits, stage divings, gritos, tudo isso trajando uma camiseta de banda punk, calça rasgada e muito ódio no coração hahaha, querendo ou não, são coisas que não estamos acostumados a ver em apresentações de rap. Fora que ele da total liberdade de expressão para seus fãs, que recentemente resultou em sua prisão, durante uma apresentação no Lollapalooza, pois o público literalmente perdeu o controle. Se o rap é o novo rock n roll, Travi$ é punk.

No dia 4 de setembro de 2015, LaFlame soltou nas ruas o tão aguardado RODEO. Cheio de participações quentes, tanto para dividir os vocais, quanto na produção. Nomes como: T.I (seu mentor), Kanye West, The Weeknd, Future, Quavo, 2 Chainz, Schoolboy Q, Young Thug e até o Justin Bieber. Fora os produtores Metro Boomin, TM88, Wondagurl, Yeezy, Sonny Digital e o pica das galáxias: Mike Dean.

Pra quem não ta acostumado com o som do Travi$, não conhece sua proposta e conceito artístico, pode achar o álbum “estranho”. O rapper não é nenhum gênio lírico como Eminem ou Jay-Z mas a sua delivery, criatividade e forma utilizada para se expressar é o que destaca. O disco tem inicio com uma narração feita por seu mentor T.I, que é uma clara influencia ao Man On The Moon do Kid Cudi (Que o Travis já disse inúmeras vezes ser um de seus artistas preferidos e maior influência). As tracks “Oh My Dis Side”, “NightCrawler” (ou “Night Call”), “Maria, I’m Drunk” são as músicas de “marca registrada” do LaFlame™ (fora os singles “3500” e “Antidote”). São Club bangers, com uma produção excelente, porém o  conceito lírico é um loop eterno entre mulheres, drogas, festa e ostentação fora do normal, um salve pro meu mano Mc Guime. O que tem de diferente desse disco referente às mixtapes é o Travi$ se arriscando a cantar, e até que ele não manda mal, claro que com a ajuda do autotune (que pra mim não é um problema, desde que saiba usar), mas ele é do tipo de cara que não é cantor mas sabe o que um cantor deve fazer, saca ? Tipo um técnico de futebol, que manja de futebol, mas não consegue executar. Ele esbanja sua cantoria principalmente na faixa “I Can Tell”, uma das que eu mais gostei do álbum.

Tem bastante participações mas foram três que roubaram a cena, na minha opinião. Na faixa “Pray 4 Love”, o cara do momento: The Weeknd, roubou toda a atenção, vocais no ponto (Pra variar) e simplesmente cuspiu fogo no verso. Na “Maria I’m Drunk”, temos a maior promessa da música, o zica do pântano, o terror das menininha e invejado pelos marmanjo… E o outro cara é o Justin Bieber. Brincadeiras a parte, esses caras eu jamais imaginei dividindo uma faixa. O Justin Bieber que recentemente decidiu fazer cosplay de Ana Maria Braga me surpreendeu, o verso dele é muito quente, e o Thugga mostrou mais uma vez que vai superar seu mestre Lil Wayne e se tornar o novo rei dos refrões. A outra que eu gostei muito foi a “NightCrawler” com o Swae Lee e o Sosa. É sem dúvidas minha track preferida, um verdadeiro masterpiece, já to vendo quando isso tocar em rolê, vai ter neguinho passando mal, batendo com a cabeça na parede, haverá sangue, haverá ódio, haverá rancor, haverá caos.

Eu como fã, estou bem satisfeito. O Hype era muito grande mas mesmo assim não me decepcionou, é um excelente início. Ele tem apenas 23 anos, tem MUITA coisa ainda pra mostrar. Esse disco vai coloca-lo na estrada do sucesso, ta na hora do mundo inteiro conhecer a música do LaFlame. Quem não conhece, recomendo muito ouvir primeiro suas mixtapes pra depois escutar o disco, assim você se acostuma com o artista e talz.

É isso ai rapazeada, continua acompanhando o melhor blog de rap do mundo. Curta nossa página pra sempre estar por dentro das novidades. É noizzzzzzzzzzzzzz!

Nota3,5

 

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3 comentários sobre “Review: “Rodeo” por Travi$ Scott

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