Review: “Compton” por Dr. Dre

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SAAAAAAALVE, galera ! Vinar aqui e  CHEGOU, CARALHO ! ALELUIA! 16 anos esperando por um álbum do Dr. Dre, até que no dia 01/08, ele anunciou Compton, um álbum que foi inspirado pelas gravações do filme Straigh Outta Compton, o filme autobiográfico da N.W.A, grupo que Dre era membro e também um dos marcos na história do Hip-Hop, influenciando o que viria posteriormente. Desde 2001, que ironicamente foi lançando em 1999, Dre não lançava porra nenhuma, e hoje vou revisar esse trampo novo de um cara que foi um dos meus primeiros ídolos dentro do rap.

O álbum todo sonoramente, tem grandes influências do trap, lógico sem deixar o som da West Coast, com os umas leve horns em alguns beats, que ouvindo sem muita atenção passe despercebido, mas que faz lembrar o som da costa oeste. Compton é todo produzido por Dre, em conjunto com outros produtores, geralmente produtores mais novos (DJ Dahi, Cardiak, Focus…, Dem Jointz, etc.),  com sons mais atuais, além da co-produção da LENDA DJ Premier na faixa “Animals”.

O álbum é REPLETO de feats, e o mais incrível é que Dr. Dre consegue o melhor de cada um deles. Os feats que mais me surpreenderam, foram Snoop Dogg em “One Shot One Kill”, eu nunca vi o Snoop rimar tão agressivo, e soou muito foda; Eminem rimando em cima de um trap beat em “Medicine Man”, isso mesmo que cê leu. Mas de modo geral, todos mandaram super bem, principalmente Kendrick, onde supostamente estaria mandando shots ao Drake.

O conceito do álbum também, é bem direto, apesar de não ser tão claro, e se resume em as diversas faces de Compton, e do Dr. Dre, apesar de não ser tão introspectivo, como em alguns cuts de  “2001”, nesse álbum ele mais caracteriza a sua cidade natal, com bem pouco foco nele mesmo. Liricamente, e em termos de delivery, Dre diversificou bastante o seu flow, e o como ele “entrega” os versos, que foram muito bem escritos. Inclusive, o de “Genocide”, senti umas claras referência do Kendrick, tanto na letra quanto no flow, o mesmo aconteceu em “Deep Water”, sobre as outras faixas não posso dizer o mesmo, talvez outras pessoas possam ter escrito pra ele. O que importa é, que como sempre, o ghostwriting ou co-writing, funcionou mais uma vez pro Andre.

Antes de fazer um apanhado geral e dar a nota, gostaria de falar de algumas faixas que curti. A primeira é a “Talk About It”, uma batida com caixas pessadíssimas, uma energia ideal pra começar o álbum; “Genocide”, a que vem em sequência, tem um beat super diferenciado, áspero, os drums lembra um pouco o estilo de produção dos Neptunes que vira num beatbox irado, tem ótimos flows e versos, principalmente o do Kendrick; Darkside/Gone”, uma faixa dupla que na virada de uma pra outra, tem uma fala do Eazy-E que na primeira vez que eu ouvi arrepiou de verdade, além disso, flows super criativos também aqui; “Loose Cannons” que é simplesmente insana, principalmente o verso do Xzibit, onde ele traz um verso bem áspero, dark, mas o foda do som fica pela cena de um assassinato que se passa no final; “Deep Water”, onde mais uma vez, uma batida insana, caixas pesadas batendo, e versos energéticos dos MC’s; “Just Another Day”, a faixa solo do Game onde, pra ser breve, ele MATOU; “Animals”, um belíssimo beat com samples incríveis, produção de Dr. Dre e DJ Premier (Oh, my fucking god!), um refrão MATADOR de Anderson.Paak, e Dre conduzindo bem a track; “Medicine Man”, onde Eminem manda um verso MATADOR em cima de um trap, o que surpreendemente soa bem e é um dos destaques; E a faixa final “Talking To My Diary”, de novo, um beat de samples incríveis, e Dre entrega versos introspectivos onde ele lembra do tempo de N.W.A, seus amigos, etc.

Compton é a prova de que Dre ainda tem a nos oferecer muita coisa boa, e provou que ele é capaz de se reinventar, e adaptar ao som mais atual. Na outra mão, senti falta dele se arriscando em criar novos sons, seus álbuns anteriores foram marcados por essa inovação, onde ele definiu o som pro que viria posteriormente na cena, talvez por isso muitos dirão que é um “álbum comum”, e até entendo essa afirmação, mas a qualidade do álbum ainda é nível Dr.Dre.

Nota4,5

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