Review: “Summertime ’06” por Vince Staples

Summertime06review   Fala, seus merda! Vinar de novo aqui pra maaaaais uma review, e é hora de falarmos de Summertime ’06, o mais novo projeto do Vince Staples, rapper vindo de CA, e esse aqui acaba por ser seu debute comercial, ele que tá assinado com a Def Jam Records, e vou adiantar que foi uma estreia e tanto. Partiu review!  Summertime ’06  é um álbum duplo, mas sendo sincero não afetou nenhum pouco, a primeira parte do álbum conta a história do verão de 2006, onde menino Vince, em meio a tanto gangbang  , violência e drogas, acaba encontrando uma mina (AH, o amor… <3), e é bem interessante como ele conta a história sem faixas de storytelling, ou skits (No máximo 1, em “Loca”). Vince não é um cara de rimas insamente boas, mas ele capta tua atenção no que ele fala, e como fala, sendo que ele tem um flow, uma cadência muito boa. Cadência essa que ele soube medir e encaixar perfeitamente na incrível produção do álbum, que ficou incrívelmente coesa, áspera e dark, chamando atenção mais ainda nas faixas mais hard-hitting, como “Jump Off The Roof”, “Señorita”, “Lift Me Up”. A grande maioria das faixas é produzida pelo No I.D. que também foi o executivo juntamente com  Corey “Blacksmith” Smyth. Vale também dar atenção aos refrões, aposto que cê vai se pegar cantando o de “Dopeman”, “Lemme Know” com a Jhene Aiko e o DJ Dahi, que também tem uns beats no projeto, por exemplo.

Na segunda parte, o Vince mostra um lado mais atual dele, mais consciente, a história da primeira metade não prossegue. O tema da violência continua, mas dessa veze num discurso mais politicalizado, com críticas a opressão da polícia, governo, racismo, e outras coisas, como se nota no fantástico interlúdio “Might Be Wrong” onde o James Flaunteroy assinou o refrão como vem fazendo recentemente. O álbum meio que perde esse foco nas faixas “Street Punks” e “Hang N’ Bang”, onde a temática volta mais pra primeira parte, onde ele é um gang banger e tá nas ruas doing real G shit HAHAHA. Mas já na faixa “Like It Is” que antecede a “’06”, faixa final, achei um modo interessante de se fechar o álbum, deixando um gosto de “quero mais”.

Em geral, é um álbum super consistente, e porque não dizer “Um dos melhores do ano” ?! É verdade que a primeira metade chega a ser mais interessante que a segunda, pois a história te capta mais, e na segunda parte as faixas mais “gangsta” já não funcionam tão bem, mas nada que afete a audição desse grande trabalho. Parabéns aos envolvidos! Valeu a você que tá lendo aqui, e PAZ! Nota4,5

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