Classic Review: “Reasonable Doubt” por Jay-Z

ReasonableDoubtReviewSalve rapazeada, tranquilidade? To aqui de novo pra trazer mais um pouco de conhecimento sobre essa coisa tão maravilhosa chamada RAP. A equipe decidiu dar uma atenção aos clássicos e fui escalado pra revisar o trampo de um dos melhores MC’s que esse mundo já conheceu, o Jay-Z: Compositor, empreendedor, produtor, ex CEO da Def Jam, ex traficante, marido da Beyonce, illuminati, servo de satanás, parça do biggie… Tudo isso em um neguinho só.

Antes de se consagrar dentro da cena, Jay-Z era um neguinho de favela que as menina paga pau e seu disco de estreia mostra isso muito bem. O disco foi solto nas ruas no dia 25 de junho de 1996 e desde essa época o Jigga mostrou que é um business man, falo isso por que ele não tinha contrato com gravadora e estava dificil encontrar um, o que ele fez? Juntou uns amigos, fez dinheiro nas ruas e fundou sua própria gravadora, a Roc-A-Fella Records de forma independente.

Esse disco não foi muito bem, comercialmente falando mas foi aclamado pela crítica mundial, considerado por muitos um dos melhores discos do Hova e até um dos melhores da história do rap. Fora que existem vários indícios de que ele é Illuminati, por exemplo: O nome da Beyonce tem 7 letras, o nome real dele de trás pra frente é nwahs, e os dois tem um filha que seu nome pronunciado de trás pra frente é yvi eulb, nascida em 2012 que é o ano chinês do dragão. De acordo com a bíblia do bode eu não faço a mínima ideia do que eu to falando, vamo logo pra review. 

Esse disco passa exatamente o que as ruas de Nova York representavam para o jovem Jay-Z. Em uma entrevista ele disse: “O estúdio era como se fosse um sofá de um psiquiatra pra mim” e realmente soa como uma conversa. O Jigga ta com o ego do Biggie mas em um level acima, o nível lírico ta muito acima da média e isso já pode ser notado na primeira faixa “Can’t Knock The Hustle” com um feat da Mary. J Blige, ele rima tipo “mano, pode vim vocês tudo que ces não arruma nada, eu sou foda”. Na “Politics As Usual” ele vem na mesma vibe, com uma produção assinada pelo “Ski Beatz”, um sample de música soul que fica na cabeça, delicia de beat. As rimas consistem na vida de um vendedor de drogas nas ruas de NY, como lidar com os fornecedores, a polícia, os cagueta etc… A próxima faixa temos nada mais nada menos que Notorious B.I.G, a track “Brooklyn Finest” é uma das minhas preferidas, gosto muito das rimas agressivas e ao mesmo tempo bem humoradas do gordão. Jay-Z não decepciona, mesmo estando do lado de seu ídolo ele chega bem. “Dead Presidents II” é uma das melhores faixas dessa obra de arte e por isso uma das mais conhecidas. É uma referências as notas do dolar americano que contém uma imagem de presidentes mortos e tal mas o que se destaca no som é o sample do Nas que mais tarde se tornou seu “rival”, inclusive esse sample rendeu uma tiração do Nas com o Jigga, mas isso fica pra outro assunto. Na “Feelin it”, ele vem numa vibe parecida da anterior, mas com um refrão foda da cantora Angela Mecca, que geralmente era utilizada pelo produtor Ski. É isso que separa esse disco dos outros, os refrões são excelentes!Na “D’Evils” o Hova retrata as tentações que o dinheiro traz. A música é carregada de punchlines, desde o título (onde “Da evils” pode ser entendida também como “Devils”) a lírica dele tá fogo demais, linhas com até 3 referências cada, muito inteligentes e o flow flui bem na produção do DJ Premier. “22 Twos” também é INCRÍVEL e ele da ênfase nos too/to/two’s de sua vida, no primeiro verso o Jigga usa a palavra “too” exatamente 22 vezes, fazendo jus ao título. É punchline pra tudo que tem lado só ouvindo pra entender, simplesmente lendário! Na “Can I Live” produzida pelo mestre Irv Gotti com um sample de metais delicioso. Essa track marca um começo de uma nova era na carreira do Jigga, ele disse em uma entrevista que foi a última música que ele escreveu a letra, sim, isso mesmo, ele não escreve suas músicas, guarda tudo na cabeça e só sai pra gravar. Normal né?!  A próxima faixa é um dos singles do disco “Ain’ No Nigga” com feature da ainda adolescente Foxy Brown. Foi inclusive a música que chamou a atenção da Def Jam que mais tarde fez com que eles investissem na Roc-A-Fella Records. Jay-Z já abrindo as portas para o sucesso e levando seus parça junto. É a música mais “suave” do disco, chegou até a tocar nas rádios e esteve na trilha sonora do “Professor Aloprado”. Ele rima com bastante ego, lírica boa mas nada de impressionante. Ja na “Friend Or Foe”, é a mais curta do disco mas a produção é impecável, assinada pelo Premo, Jay-Z rima para os falsos e a levada lembra muito o Big L. “Coming Age” conta com participação de seu amigo de longa data Memphis Bleek e é muito boa (mesmo sabendo que o Jay-Z escreveu o verso do Memphis kkk), é o Jigga rimando com seu protege, não podia faltar no álbum de estreia. A produção ficou por conta do “Clark Kent” (não é zuera, o cara tem o nome do superman mesmo) e é muito boa, com um sample da música “Inside You” do cantor Eddie Henderson. A próxima faixa é muito interessante, é a primeira e única aparição do alter-ego do Jay- Z chamado de Cashmere Brown. Ele continua com sua lírica cheia de metáforas de duplo sentido e as vezes até triplo, e com várias rimas do tipo “eu sou, eu faço, eu tenho” sempre se exibindo de forma muito egocêntrica, porém genial. Em seguida ele traz a “Bring It On”, com produção do Dj Premier novamente só que dessa vez menos agressivo, bem mais smooth. Conta com participações do Sauce Money e de seu mentor Jaz-O. O refrão foi sampleado, com a voz do Fat Joe que lembra muito o estilo do Biggie nessa, pesado! É um dos meus versos preferidos do Jay Z, com várias referências a seus filmes preferidos que também são os meus. Filmes como: Poderoso Chefão, Scarface e South Central. Eu também pago um pau pra forma que ele mistura o espanho com o inglês nas rimas, acho isso muito foda. A penúltima faixa tem como título “Regrets”, o beat é excelente, sua produção foi feita pelo produtor Peter Panic. Ele retrata todos seus arrependimentos durante sua vida como um fora da lei, eu imagino que são muitas… É uma música bem sentimental e o beat e o MC transpareceram isso muito bem, ótima faixa. Pra fechar o álbum, o Jigga nos traz a faixa bônus “Can I Live II”, que é MUITO mais foda que a primeira. Dessa vez com participação do Memphis Bleek e produção do K Rob. A lírica de ambos MC’s estão no ponto, rimas quentes e flow no ponto.

Rapazeada, é difícil acreditar que um dia não tivemos o H to the Izzo no jogo e até mesmo tocando nas rádios. O rapper mais comercial da história já foi mais ignorado que uma professora de artes, difícil de acreditar né?! Esse primeiro disco já mostrava o que e quem estava pra chegar, um dos melhores rappers que esse mundo já ouviu, um gênio lírico.

Ele ficou muito tempo tendo que ficar pagando sapo pro Jaz-O, Big L, Notorious Biggie entre outros, mas durante esse tempo ele aprimorou suas rimas, o flow e fez contato com os melhores produtores da época… Talento ele já tinha, ai fica mais fácil. O resultado foi essa obra prima.

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3 comentários sobre “Classic Review: “Reasonable Doubt” por Jay-Z

  1. Maaaaano, melhor review que eu li até agora (ainda não li todas). Esse álbum é muito bom, o que eu mais curto no rap, sem mais, o flow do cara, os beat, a maneira que ele se garante do tipo ”Eu to aqui, eu sou o cara” (Que você citou muito bem). Enfim mano, ficou foda, Jigga reina, esperando a próxima!

    Curtido por 2 pessoas

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