Review Nacional: “Corpo São, Mente Insana” por Tubaína

TubaínaReviewCoé leitores! Cá estou eu a soltar mais uma review de um nacional, e dessa vez o escolhido é o álbum “Corpo São, Mente Insana”, do rapper Tubaína, que tem como origem o interior de SP. O trabalho tá grande, e a revisão virá um pouco diferente das que eu costumo fazer, e irá acompanhar esse raciocínio. Então, sem mais enrolações!

O álbum tem momentos bem distintos, então dividi meus pensamentos de acordo com o decorrer das faixas. Da 1ª track à 4ª, tudo me soou bem mediano. As 3 primeiras faixas introduzem o rapper e sua perspectiva nesse trabalho aos ouvintes, e a 4 é uma love song. Beats e letras ok, um feat do WENTZ bom (porém não muito surpreendente), e vida que segue.

A partir da track 6 até a 11, todos os aspectos melhoram de modo significativo. As propostas ganham um tom mais ousado (como na própria faixa 6, a “Foi Eu Mesmo Que Fiz”, onde o Tubaína versa num funk sobre alguns dos obstáculos que venceu, num clima bem freestyle com os parça, com direito a palminha pra marcar o beat hahaha); os beats tornam-se encorpados e atraentes (destaque pras produções do Tuchê nas faixas 7 e 8, e do Swolom’s Beats na 10 e na 11); e surgem os melhores feats, com direito a Funkero (um dos melhores versos do ano até agora), Predella e Dalsin, que infelizmente só contribuiu com um refrão pra uma faixa.

Na sequência que vai da 12 à 16, reinam as love songs, que parecem contar uma história dentro do próprio álbum. Na 12 por exemplo, que se chama “Valeu a Pena” e me agradou bastante em todos os aspectos, ele fala de sua história com uma mina das antigas. Já na 16, denominada “Bijuteria”, ele versa sobre sua visão atual de relacionamento, soando bem mais maduro. O ponto negativo dessa parte do álbum é que o tema vai se tornando repetitivo; 5 músicas de mina de uma só vez requerem um grau alto de paixão pra serem ouvidas hahahahaha.

As últimas duas faixas do trabalho falam bastante do desafio de ser bem sucedido no rap, e das pessoas que duvidam desse sonho. A “O Que Você Me Diz” conta com um beat pesado e letras com um tom inflamado, que são respostas do Tubaína aos que desacreditaram; enquanto a “Um Em Um Milhão” fecha o álbum de forma suave, com uma bela voz feminina no refrão e versos de superação.

De uma forma geral, Tubaína é um bom rapper, e faz uma boa mescla entre punchlines e versos introspectivos, mas tem pontos falhos em seus versos: ao meu ver, ele desperdiça algumas linhas em suas rimas, e também abusa de rimas iguais, além de não variar muito os flows, o que às vezes torna as tracks monótonas. De uma forma geral, entretanto, é um bom álbum, o qual surpreende pelo dinamismo entre as faixas, apesar destas serem numerosas. A curta duração das tracks e o tom experiente demonstrado pelo rapper também contam positivamente a favor do “Corpo São, Mente Insana”. E é isso, aguardem por mais um post quente da nossa equipe. Até!

Nota3,5

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