Review: “Barter 6” por Young Thug

youngthug_barter6_cover-WEBFala, my bonde! Andei meio sumido mas to de back! E como prometido anteriormente, trarei na pauta a review do trabalho mais novo de um dos rappers mais emblemáticos (e hilários) dessa nova leva: o Young Thug. A começar, o simples nome do álbum já gerou bastante polêmica, pois o que era pra ser uma homenagem ao maior ídolo do Thugga, que é o Lil Wayne, se tornou mais um capítulo da disputa entre a Young Money e a Cash Money Billionaires. Originalmente o disco se chamaria “Tha Carter VI”, aludindo à famosa série do Weezy, mas a caozada recorrente resultou em um novo nome, Barter 6, que ainda faz alusão ao Wayne (de uma forma beeem mais debochada), como também ao fato do Thugger se dizer afiliado aos Bloods (típico dos pupilos do Birdman, já conhecemos essa história).

Enfim, vamos ao que interessa. Primeiramente, falarei da produção, a qual foi creditada, em sua maioria, ao conterrâneo do YT, London on da Track, também natural de Atlanta. De uma forma geral, ele soube mesclar bem os elementos já consagrados do Dirty South com as inovações do trap. O problema é que os beats se parecem muito uns com os outros, e não se destacam (algo incomum no rap do sul), o que faz com que a habilidade lírica do Thugga tenha que compensar esses deslizes.

E por falar em lírica, eis o grande destaque do trabalho. Não espere tracks reflexivas, storytelling ou algo do tipo, os talentos do menino de A-town são outros. Seu estilo de rimar, apesar de ter grandes influências de outros artistas do southern rap, como o próprio Wayne, é diferente de tudo já apresentado na cena. Thugga surpreende com ad-libs hilárias, sons antes inimagináveis num rap, além de uma overdose de flows e mutia ousadia. Dá pra perceber claramente isso na track que encerra o disco, a “Just Might Be“, onde ele manda muito bem num speed flow único NO REFRÃO meus caros amigos. Também rolam umas linhas maneiras como nessa sequência da track “Constantly Hating“:

I stick to the ground like a mothafuckin’ rug
I’m a big dog, lil’ fuck nigga you a pup
Lil’ bitch clean your drawers before you think you’re a thug
Before I be in front your shows, just like your pub

Sobre a concepção do álbum, já falo que a 2ª metade é bem melhor que a 1ª. Dali dá pra tirar várias tracks maneiras como a já citada “Just Might Be“, além de outras como “Knocked Off” e a “Numbers“, uma das melhores do disco. Outros destaques são a “Check” e a “Can’t Tell“, que tem um feat pica das galáxias do T.I., que mete um flow de outro mundo, além do Lil Boosie na mesma track, Por falar em feats, a escolha foi bem sucedida: há alguns nomes desconhecidos, como Young Dolph e Jacquees, mas estes não decepcionam. E acreditem meu caros parças, até o Birdman, que participa de duas faixas, ta com uns versos maneiros. Curti bastante a métrica dele na “Knocked Off”.

O album é bom, mas não passa muito disso. Fiquei putíssimo porque não houve um hit de stripper club aos níveis de “Lifestyle”, “Stoner” ou “About The Money” (as melhores performances do Thugga, não necessariamente nessa ordem). A sequência das tracks poderia ser melhor arrumada também. Mas é um trabalho bem easy listening, pra relaxar, e não tirou minhas esperanças no YT. É isso minha rapa, não desgrudem do blog porque vem merda pesada futuramente!Nota3

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