Review: “2014 Forest Hills Drive” por J.Cole

2014SAAAAAAALVE ! Aqui estou mais um dia sob olhar sanguinário do vigia kkk nada ve.

Ae rapa que curte um rap, to aí de novo mas dessa vez num vou ficar falando de beat não mano, já ta enchendo o saco né?! A rapa do blog decidiu fazer essa tal “Reviso A Merda Que Eu Quiser” e eu escolhi falar de um dos meus rapper preferidos atualmente, o J.Cole

O J.Cole é um rapper diferenciado desde o seu nascimento. Ele nasceu em uma base geral do Exercito do Estados Unidos em Frankfurt, la na Alemanha. Seu pai servia o exercito mas sua mãe é alemã. Sim, mano, o Cole não nasceu no EUA, nasceu la na terra da breja quente. Quando ele fez uns 8 meses de idade, sua mãe se mudou com ele para Carolina do Norte.

Ele começou com o rap na adolescência e ta ai até hoje. Em 2007, lançou a mixtape “The Come Up”. Algum tempo depois, com alguns trampos na rua, chamou a atenção do Jay-Z que o assinou a Roc Nation em 2009 e que deu um BOOM na carreira do Cole.

O Forest Hills Drive é um disco muito pessoal do Cole. Ele consegue passar pro ouvinte que ele é um mano normal, saca?! Ele passa bastante o lado humano do rapper, sua adolescência e os problemas enfrentados nessa fase, relação com seus pais, relação com outros rappers, mulheres entre outros temas, enfim… Tem música pra ouvir em qualquer momento do nosso cotidiano.

Logo na “Intro” do álbum, ele passa exatamente sobre o que seu disco se trata e é basicamente sobre o Amor e Felicidade. Ele te faz uma pergunta “Você quer ser feliz?” “livre de dores, livre de cicatrizes, livre pra cantar” e, tudo isso com uma melodia orquestral e simplesmente fantástica, produzida pelo Scott Lazes.
O final da introdução já dá entrada para a próxima faixa “January 28th“, que nada mais é que a data de nascimento do Cole. É, como eu disse, esse é um disco muito pessoal do rapper e já que o nome do álbum é o bairro que ele cresceu ele utiliza essa faixa pra contar um pouco sobre sua infância. A introdução da música vem com uma outra pergunta: “Da pra fazer 1 milhão de dólares com um rap?”. Seria sua consciência se questionando, logo quando ele decidiu seguir carreira como um rapper e, hoje acho que ele encontrou a resposta para a pergunta.

Continuando na vibe de contar histórias sobre sua própria vida, Cole nos presenteou com a “Wet Dreamz“, que é uma das minhas preferidas desse álbum. Mas digo isso, não pela batida ser ótima, e o flow do Cole ser tão foda. Gostei tanto dessa faixa, por ter me identificado muito com a história. Nessa música, ele conta a história de como foi quando ele perdeu a virgindade. Mano, a cada linha que o Jermaine mandava era uma gargalhada aqui, sem brincadeira. O decorrer da história também é genial, com começo meio e fim sem enrolação e cada verso separa isso muito bem. O que me chamou muito atenção foi o refrão, porque ele é sempre o mesmo, mas no final de cada verso ele tem um sentido diferente. Mano, foda demais, só escutando mesmo pra entender.

Na “03 Adolescence“, ele já sai do humor e vem pra uma vibe bem mais dramática. 2003 foi o ano que o Jermaine completou 18 anos e terminou a escola. Aqui, ele traz uma perspectiva diferente de quando esse papo de ser um rapper tava ficando mais sério. Ele mostra os problemas que enfrentou como os de auto estima, mulheres, dinheiro e como ele conseguiu passar por tudo isso. Excelente faixa, chega a ser emocionante.

Diferente da faixa anterior, na “A Tale Of 2 Citiez” o rapper esbanja auto confiança e que ele se considera um cara vencedor. Ele já chega na track com a frase “Desde pequeno eu sonhei em ser rico… olha pra mim, nego”. E o beat ? Truta, que beat pesado! Produzida pelo Vinylz, um frequente colaborador do Drake. Música pra colocar na caranga e sair pela quebrada dando um zoom nas rabeta.
A track “Fire Squad” é a mais polêmica do disco. Com todo essa treta que ta tendo de apropriação cultural, Cole deu sua opinião em forma de verso. Na verdade a música é muito mais que apenas isso, as linhas bem confiantes do Cole me surpreenderam porque ele ta mostrando uma nova personalidade em sua lírica e tal, mas todo mundo a conheceu pelo seguinte trecho:

” A história se repete e é assim que funciona. Do mesmo jeito que esses rappers copiam o flow um dos outros. Do mesmo jeito que o Elvis fez com o Rock n Roll. Justin Timberlake, Eminem e Macklemore. Enquanto esses manos argumentam sobre quem vai ficar com o trono, olhe em volta mano, os brancos roubaram o som. Esse ano provavelmente eu vou pro grammy cabisbaixo, ver a Iggy ganhar um grammy enquanto tento dar um sorriso”

Caraaaaaaaaai, tio! Pra que isso mano? O neguinho já chegou com os dois pé no peito com esse terceiro verso, pode pa! Citando nomes como Justin Timberlake e Eminem, cês já devem imaginar a polêmica que esse som deu né? Mas enfim, nem vou entrar em detalhes.

Na faixa “St. Tropez“, vem uma vibe bem mais calma, pra dar uma relaxada depois da pedrada anterior. Ele utiliza a comuna francesa como metáfora pra fortuna e fama, visto que lá só cola os mano que tem uma grana e pá. Também produzida pelo Jermaine, ele disse que esse beat era pro seu amigo Kendrick Lamar, mas depois quando estava no processo de criação do Forest Hills, viu que se encaixava perfeitamente com seu disco e pediu o beat de volta. Bem smooth, relaxante, melodia gostosa, ótima faixa.

SAI DE CIMA DO MEU PAU!! Calma, não to xingando vocês não. Esse é o significado da sigla “G.O.M.D” no português. Get off my dick, é uma expressão americana pra puxa saco, os dick riders. Aqueles cara que estão ali por interesse, ainda mais quando viram o sucesso que ele está alcançando. Essa é minha faixa preferida do disco. A produção tá no ponto, desde os samples, as vozes, o refrão, o flow do Jermaine é zica demais! E maaaaaaaais uma vez, produzida pelo próprio J. Cole. O cara é foda!

Tava faltando uma faixa dedicada as mulheres né mano? Ah, as mulheres!!! A track “No Role Modelz” é pra elas. Nela o Jermaine conta como seria o tipo de mulher ideal pra ele. Ele faz várias comparações e metáforas muito inteligentes, do tipo:

” Eu quero um amor de verdade, um amor do tipo que deixa a escova de dentes na sua casa. Um amor que você não se pergunta se o é filho seu”.

Com humor o Cole conta a realidade, consegue te entreter, arranca algumas risadas e tal, acho isso daora na música dele.
Seguindo nessa vibe, na faixa anterior, parece que ele não conseguiu encontrar seu amor ideal e na “Hello” ele tenta ir atrás de um amor antigo e tentar reatar esse amor. É uma melodia totalmente diferente das anteriores, um beat mais rápido e saindo do rap e caindo pra um pouco do pop mas não quer dizer que seja uma faixa ruim. Produzida pelo: Vocês já sabe quem!!!!!!!

A faixa “Apparently” foi uma das primeiras que eu escutei, porque no mesmo dia do lançamento do álbum foi lançado um clipe desse som. É uma música muito boa. Produzida pelo Cole em parceria com o produtor “Omen”, foram utilizados dois samples “La Morte Dell’erminia” do Fillippo Trecca para a melodia e os drums foram extraidos da música “CB 5” do Carlos Bess. No segundo verso o Cole incorpora um Kanye West no quesito “Eu sou foda”. Ele esbanja auto confiança e fala “eu tenho isso, eu tenho aquilo, eu sou o pica das galáxia”, e eu particularmente gosto muito disso.

Depois, temos a música”Love Yourz“. Uma faixa que nos traz de volta pra pergunta da introdução, lembra ?! Com linhas do tipo:

“Pra que dinheiro sem felicidade? Ou tempos difíceis sem pessoas que você ama? Eu não sei o que pode acontecer depois, eu pedi força pro meu Senhor que está acima, porque eu permaneci forte por tanto tampo, mas sinto minhas forças acabando”.

A mensagem que o Cole passa por sua música é louvável. Eu gosto da música dele porque ele fala muitas coisas que as vezes precisamos ouvir, e algumas frases que podem até mudar meu modo de pensar, de lidar com certas ocasiões, porque você sabe que seu rapper preferido já passou por tal situação, que você está passando no momento, saca?! Ele mostra que as coisas mais importantes na vida estão vinculadas à simplicidade.

A “Note to Self” é a ultima música do álbum. Produzida pelo Jermaine, com uma melodia muito gostosa, com guitarra acústica, baixo, piano e algo parecido com um coral. Pique aqueles corais americanos com divisão de vozes e tudo mais, zica! Mais uma vez o Cole arrisca em cantar e ele não decepciona, bem afinado mas nada demais. Quando acaba a música ele inicia os agradecimentos, como se fosse os créditos de um filme.

“Eu quero que se foda se nós vendermos 3 cópias, mano! Nós acabamos com isso mano!”

O que me chamou atenção é que o Jermaine cita e dá os devidos créditos para T O D O S participantes e contribuintes do disco. Ele cita do faxineiro até o engenheiro de áudio, muito daora.

Entao rapa, é isso! Muito se fala em Kendrick Lamar e Drake, sobre qual desses dois estão no topo do jogo. Os dois são bons mas com esse disco, Cole mostra que também ta na disputa. Ele é um dos meus preferidos, pela sua autenticidade sem muito apelo comercial. Mano, esse disco foi lançado sem single e sem features, ele não é um cara tão “adorado” pela mídia e conseguiu vender 350 mil cópias na primeira semana, batendo artistas como Taylor Swift. Isso é algo muito notávelentão, demos o devido respeito ao J.Cole.

Nota5

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4 comentários sobre “Review: “2014 Forest Hills Drive” por J.Cole

  1. Sou viciadão nesse disco desde o dia do lançamento, comecei ouvindo o Bonner Sine (acho que esse é o nome) por causa de um parceiro meu, depois me liguei mais nos trabalhos dele, ai chegou Forest Hills, mano, viciei mesmo, é um dos melhores cds que já escutei, o cara é gênio, haha!

    Curtido por 2 pessoas

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