Review: “Sour Soul” por BADBADNOTGOOD & Ghostface Killah

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De volta aqui pra outra review, e dessa vez vamos falar de “Sour Soul”, um álbum colaborativo entre BADBADNOTGOOD, trio canadense de jazz/hip-hop e Ghostface Killah, rapper de NY, membro da Wu-Tang Clan. Pra essa revisão, eu trago de novo o brother Kleber Alburqueque da Genius BR e também meu amigo pessoal Charles pra opinar sobre o projeto.

Kleber:   Um dos projetos mais interessantes e inovativos que eu ouvi nos últimos tempo, uma belo exemplo de como o Clan ainda é importante para o jogo. Ghost vem forte como sempre nas rimas e entrega literalmente “food for thought” para os ouvintes sobre excelentes produções da banda — e Frank Dukes, o pai da ideia. E as produções são algo a parte, o jazz contemporâneo misturado com hip-hop dá uma atmosfera de filme ao álbum que está recheado de storytelling do MC do Wu Tang que incarna a persona do Tony Stark. As participações vem muito bem também, inclusive parece que temos uma pequena prévio do que está por vir no álbum colaborativo do DOOM e Ghost. Uma pena que o álbum é curto e deixa aquele gostinho de quero mais.

Enfim, recomendo para quem quer sair da monotonia que se encontra a maior parte dos projetos internacionais e também para quem quer escutar o bom e velho hip-hop ser reinventado. Acredite ele nunca esteve mais vivo do que nesse projeto.

Charles: É que nem cantar ao som da letra quando está tocando alguma música. FELIZMENTE, algumas faixas conseguiram deslizar por tal coisa, como a Ray Gun, logo após a gloriosa intro para o (all caps) MF DOOM, e a Nuggets of Wisdom (com a segunda metade resumindo as letras da faixa).

Ainda sim, é ligeiramente decepcionante como um collab, inicialmente por causa do rapping desfocado. GF não o estava maneirando com o mood na maior parte do álbum, era algo como “vocais – prioridade no.1/mood no.2”. E também por soar como o grupo Menahan Street Band ser sampleado pelo Ghostface. Na verdade soa bastante como o Menahan por causa da masterização; gostaria muito que o BBNG + MSB colaborassem (isso sim seria massa).

Desta forma, quem ouvir este álbum irá sentir falta do BBNG no álbum melancólico III, até mesmo com os interludes instrumentais em volta do Sour Soul, mas um rapping style mais focado vindo do GF de acordo com o som do BBNG, mais uma longa e coesiva estrutura para o álbum salvaria tudo.

Vinar: Bom projeto em conjunto, a produção nesse projeto é fantástica, chega a ser “elegante”… E foi realmente o que me prendeu ao álbum. Mesmo que o Ghostface seja um veterano e mereça todo o respeito, os versos dele aqui não me cativaram, ele soou relaxado muitas vezes nesse projeto, exagerou no laid back flow… Com excessão de algumas faixas como “Tone’s Rap”, “Food” (Que pra mim, é a melhor faixa, liricamente).

If you hit the rock bottom of the asphalt, that’s likely your ass fault
My lines are cocaine, the flow is bath salt
I’m a for-sure Don, no one in your circle can box me
That’s like an oxymoron

(Elzhi em “Gunshowers”)

Os features nesse álbum são interessantes, eu diria… mas nenhum melhor que o verso de Elzhi em “Gunshowers”, ele chegou com wordplay, triple entendres, flow… Demais, cara. Então, se tu tá interessado em uma produção jazzy fantástica, definitivamente… Checa esse álbum aqui !

Média das notas (4,5 + 3,5 + 4)Nota4E você aí ? O que achou ? HEIN ? Comenta aí embaixo ! PEACE !

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