Capas, capas e mais capas

iAEEE seus teóricos da terra plana, suave? Estamos meio sumidos né? Mas o motivo compensa, recentemente terminei meu curso superior, então terei mais tempo pra me dedicar a esta arte de ceder minha opinião fecal sobre rimas em batidas, então respeita o pai que agora nóiz é bacharel.. e em comemoração a graça alcançada queria fazer algo meio diferenciado, ao invés de fazer reviews (sei que estamos devendo mas cobrem o Vinar) hoje vou aproveitar uma thread que abri no grupo secreto de investidores do Rap Sh!t sobre capas de discos, em geral sem tema/gênero musical mesmo e apareceram capas muito fodas, que eu nem lembrava, outras que nem conhecia que me apresentaram trampos bem locos. Então senhoras e senhores, vou fazer um top (talvez 10) com capas fodas e como aqui falamos de rap, as capas serão restritas ao gênero diferente do tópico.

Sem mais delongas… vamos às notas.

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Review: “All-Amerikkkan Bada$$” por Joey Bada$$

Iaeee seus geração 7×1 suave?! Shaq por aqui pra largar mais uma, dessa vez, uma que vocês perturbaram pra fazer e se não tiver comentários, vamo ter que convocar o bonde do isqueiro.

Como vocês já viram aí no título a análise de hoje é do Garoto Bumbum Perverso, ele mesmo, Joey Bada$$, com trampo novo tem algumas semanas e como diz o ditado vox Populi, vox Dei, se não manjam latim, procurem saber. E sem mais enrolação vamos falar desse disquin gostozin… All-Amerikkkan Bada$$.

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Review Nacional: “Kinkaku-ji” Por MC Igu

“Doko, Doko, Nego da onde vem seu trampo?”

É impossível você curti o Trap underground nacional hoje em dia e nunca ter ouvido falar do Mc Igu. Esse mc vem fazendo barulho a quase meio ano mais precisamente, depois de ter dropado a sua mixtape “Okane” e seu maior hit “Doko’. Vindo de SP, Igu vem construindo um terreno nunca antes visto por nossas terras quando o assunto é trap – claro que há outros nomes na cena também, não sejamos omissos. Sendo um dos grandes nomes da Recayd MOB, o Trap Sensei largou recentemente o “Kinkaku-ji”, sua nova mixtape, de fucking 23 tracks. Vamos para uma análise nacional galerinha, e desculpem a ausência ❤

Pois bem né, como eu conheci o Igu? Ora, quem tem parceiro de crew influente,  acaba automaticamente conhecendo música boa. Jé tinha compartilhado “Doko” no seu perfil do face e eu que tava bisbilhotando a timeline sem esperar muita coisa boa,  me deparei com essa track. O que achei? Bolado!! Tava meio sem esperança de encontrar traps que realmente fossem traps no brasa – afinal, convenhamos, “Trap de mensagem”,  é de cair o cu no chão -, porém, quando ouvi essa faixa e mais tarde a tape Okane, eu tinha agradecido ao deus Goku pela existência do Sensei. Claro que, achei o Okane não algo muito espetacular, mas vi uma matéria muito bruta que iria ser lapidada. Não restou outra, o maior japa do game que você respeita largou o “Kinkaju-Ji” e pra mim, essa pode ser um marco de exemplo para todo rapper que quiser entrar nesse ramo ao invés do boombap.

Essa mixtape é mais sólida, fechada, bem mais organizada e os conceitos culturais aqui inseridos são bem mais compreensíveis. As participações são extremamente boas, DaLua e Klyn (principalmente o Klyn, pelo amor, quero cd, caralho!) (Nota do editor: Eu também, Klyn!) tão excelentes.  Temos um boombap no começo do projeto, “Diss”, no entanto, é único que iremos ver durante as 23 tracks. O trap toma conta do começo ao fim. A produção é uma das melhores coisas disso daqui e arrisco a dizer que é o melhor trabalho dentre todos os trabalhos do rapper. A uma evolução nítida na caneta do Igu, além do fato de que ficou atento também a não soar enjoativo e repetitivo no flow. No mais, a muitas faixas aqui que são praticamente iguais, a temática não muda em quase 80% da tape, e tudo gira em torno de mais grana, poder e minas. Ademais, não vejam isso como algo ruim, se você curti esse tipo de vertente, você vai achar uma coisa muito boa, como eu achei, mas se você é guardinha, nem aperte o play.

A duração também é um dos grandes empecilhos. Sério, é preciso maneirar na longevidade que se propõe nesse tipo de trampo e apesar da sonoridade não soar nem um pouco enjoativo, acredito que a duração disso  daqui é um ponto a menos. Não sei quem produziu às tracks, mas esses beatmakers são bons pra cacete, meu mano. Principalmente quem produziu “Bem Calmo”, “Dicção”, “Dane$e Remix“, “Rico” e por ai vai.

Kinkaku-ki é simplesmente o melhor disco trap do ano até agora. Pode ser inserido facilmente no seleto grupo de pioneiros  que podem ser exemplo para outros. Coeso e que não erra em nada no que se propõe, Mc Igu é trap sensei que todos nós iremos respeitar ainda mais a partir de agora.

“Vários mano viu, novo ninja que dá aulas”

Nota do Editor: Igu, se tiver lendo isso, upa no Spotify. Não aguento mais as propagandas do Youtube.

 

 

Review: “I Decided” por Big Sean

Oi pessoas, suave? Vitor tá aqui hoje trazendo pra vocês uma análise sobre o novo disco do Big Sean. Sendo rapper de Detroit, Sean Don é aquele tipo de artista no mundo do hip hop que divide mares, uns o odeiam, outros o amam. Porém, é inegável para os que o odeiam que o mesmo, hoje tem um nome de grande destaque na cena, é só vermos a boa recepção que o último disco “Dark Sky Paradise” proporcionou ao game e suas constantes aparições em músicas com o buzz enorme. A review de hoje é sobre o “I Decided” pessoal, vamos simbora. Continuar lendo

Review: “Culture” por Migos

Fala aí, seus problematizador de marchinha! Menino Hussein divertindo suas quartas tipo ver o Botafogo tomando sacolada na próxima fase da Libertadores, e hoje a resenha é sobre o primeiro grande lançamento de 2017. Além de possuírem um dos melhores nomes de grupo da indústria musical, os crias de ATL que compõem o Migos são possivelmente os expoentes mais notórios da cena atual de trap. Depois que até o Papa Francisco embrasou ao som de “Bad and Boujee”, o disco que será analisado nos próximos parágrafos ganhou um hype de proporções astronômicas. Pra analisar o Culture, porém, é necessário mais que o ouvido afiado da equipe mais merda do rap: a gente vai dar toda uma passeada pela tal cultura. Entendeu nada do que eu disse né? Então para de mandar pergunta idiota pro Santi no CuriousCat e lê a porra do texto aí.  Continuar lendo