Review Nacional: “Esú” por Baco Exu do Blues

IAE SEUS PUTOS DO CARALHO, saudade de escrever nesse sítio da internet brasileira, onde dou minhas opiniões fecais sem retorno financeiro. Como tá aí no título, quero falar do disco do momento, candidato à disco do ano e atual parasita do meu 4G, que não sai do repeat: Esú, o mais novo disco do rapper baiano, Baco Exu do Blues.

Pra começar segue o release oficial do disco, que achei um texto maravilhoso e segue na integra pra quem ainda não teve a oportunidade de ver:

“Esú” traz a história de um personagem em transição, que passa por diversas provações, da depressão ao gozo. Autoestima, individualidade, onipotência, luxúria, sincretismo e empoderamento negro, são temas recorrentes no álbum. “Metade homem, metade Deus e os dois sentem medo de mim”, cita Baco na faixa que leva o título da obra, mostrando o encontro da fragilidade divina e a força humana. A produção musical do disco ficou à cargo de ‘TAS’, no ‘Cremenow Studio’ e a criação dos beats por ‘Nansy Silvvs’, exceto a faixa Intro, que tem a base feita por ‘Scooby Mauricio’ e scratches de ‘KL Jay’ (Racionais MC’s). O resultado dessa junção é apresentada em 10 faixas que proporcionam uma viagem sinestésica, passando pelas ladeiras de Olinda, com o batuque do Maracatu, pelo carnaval de rua com o choro da guitarra baiana, até as nossas matrizes africanas, com cânticos em Iorubá e batuques dos atabaques do candomblé.

Bom, dadas as devidas apresentações, vamos às notas: Continuar lendo

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Review Nacional: “Músicas para Drift” por Yung Buda

Iaaee seus pede review e não comenta, suave? Back by popular demand, Shaq por aqui pra mandar um review de um EP bem foda que quase passou despercebida pelo meu aguçado crivo musical underground e como é meu dever cívico e moral de não deixar o mesmo acontecer com vocês, vou falar da bela obra que é Músicas para Drift segundo trampo do Yung Buda, da Soundfood Gang, a mesma banca do nILL. Continuar lendo

Capas, capas e mais capas

iAEEE seus teóricos da terra plana, suave? Estamos meio sumidos né? Mas o motivo compensa, recentemente terminei meu curso superior, então terei mais tempo pra me dedicar a esta arte de ceder minha opinião fecal sobre rimas em batidas, então respeita o pai que agora nóiz é bacharel.. e em comemoração a graça alcançada queria fazer algo meio diferenciado, ao invés de fazer reviews (sei que estamos devendo mas cobrem o Vinar) hoje vou aproveitar uma thread que abri no grupo secreto de investidores do Rap Sh!t sobre capas de discos, em geral sem tema/gênero musical mesmo e apareceram capas muito fodas, que eu nem lembrava, outras que nem conhecia que me apresentaram trampos bem locos. Então senhoras e senhores, vou fazer um top (talvez 10) com capas fodas e como aqui falamos de rap, as capas serão restritas ao gênero diferente do tópico.

Sem mais delongas… vamos às notas.

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Review: “All-Amerikkkan Bada$$” por Joey Bada$$

Iaeee seus geração 7×1 suave?! Shaq por aqui pra largar mais uma, dessa vez, uma que vocês perturbaram pra fazer e se não tiver comentários, vamo ter que convocar o bonde do isqueiro.

Como vocês já viram aí no título a análise de hoje é do Garoto Bumbum Perverso, ele mesmo, Joey Bada$$, com trampo novo tem algumas semanas e como diz o ditado vox Populi, vox Dei, se não manjam latim, procurem saber. E sem mais enrolação vamos falar desse disquin gostozin… All-Amerikkkan Bada$$.

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Review Nacional: “Kinkaku-ji” Por MC Igu

“Doko, Doko, Nego da onde vem seu trampo?”

É impossível você curti o Trap underground nacional hoje em dia e nunca ter ouvido falar do Mc Igu. Esse mc vem fazendo barulho a quase meio ano mais precisamente, depois de ter dropado a sua mixtape “Okane” e seu maior hit “Doko’. Vindo de SP, Igu vem construindo um terreno nunca antes visto por nossas terras quando o assunto é trap – claro que há outros nomes na cena também, não sejamos omissos. Sendo um dos grandes nomes da Recayd MOB, o Trap Sensei largou recentemente o “Kinkaku-ji”, sua nova mixtape, de fucking 23 tracks. Vamos para uma análise nacional galerinha, e desculpem a ausência ❤

Pois bem né, como eu conheci o Igu? Ora, quem tem parceiro de crew influente,  acaba automaticamente conhecendo música boa. Jé tinha compartilhado “Doko” no seu perfil do face e eu que tava bisbilhotando a timeline sem esperar muita coisa boa,  me deparei com essa track. O que achei? Bolado!! Tava meio sem esperança de encontrar traps que realmente fossem traps no brasa – afinal, convenhamos, “Trap de mensagem”,  é de cair o cu no chão -, porém, quando ouvi essa faixa e mais tarde a tape Okane, eu tinha agradecido ao deus Goku pela existência do Sensei. Claro que, achei o Okane não algo muito espetacular, mas vi uma matéria muito bruta que iria ser lapidada. Não restou outra, o maior japa do game que você respeita largou o “Kinkaju-Ji” e pra mim, essa pode ser um marco de exemplo para todo rapper que quiser entrar nesse ramo ao invés do boombap.

Essa mixtape é mais sólida, fechada, bem mais organizada e os conceitos culturais aqui inseridos são bem mais compreensíveis. As participações são extremamente boas, DaLua e Klyn (principalmente o Klyn, pelo amor, quero cd, caralho!) (Nota do editor: Eu também, Klyn!) tão excelentes.  Temos um boombap no começo do projeto, “Diss”, no entanto, é único que iremos ver durante as 23 tracks. O trap toma conta do começo ao fim. A produção é uma das melhores coisas disso daqui e arrisco a dizer que é o melhor trabalho dentre todos os trabalhos do rapper. A uma evolução nítida na caneta do Igu, além do fato de que ficou atento também a não soar enjoativo e repetitivo no flow. No mais, a muitas faixas aqui que são praticamente iguais, a temática não muda em quase 80% da tape, e tudo gira em torno de mais grana, poder e minas. Ademais, não vejam isso como algo ruim, se você curti esse tipo de vertente, você vai achar uma coisa muito boa, como eu achei, mas se você é guardinha, nem aperte o play.

A duração também é um dos grandes empecilhos. Sério, é preciso maneirar na longevidade que se propõe nesse tipo de trampo e apesar da sonoridade não soar nem um pouco enjoativo, acredito que a duração disso  daqui é um ponto a menos. Não sei quem produziu às tracks, mas esses beatmakers são bons pra cacete, meu mano. Principalmente quem produziu “Bem Calmo”, “Dicção”, “Dane$e Remix“, “Rico” e por ai vai.

Kinkaku-ki é simplesmente o melhor disco trap do ano até agora. Pode ser inserido facilmente no seleto grupo de pioneiros  que podem ser exemplo para outros. Coeso e que não erra em nada no que se propõe, Mc Igu é trap sensei que todos nós iremos respeitar ainda mais a partir de agora.

“Vários mano viu, novo ninja que dá aulas”

Nota do Editor: Igu, se tiver lendo isso, upa no Spotify. Não aguento mais as propagandas do Youtube.